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A causa da morte de estudante que vivia com namorado em Fortaleza

I9vando | Radar da MobilidadeA causa da morte de estudante que vivia com namorado em FortalezaA Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informou neste domingo, 20, que a universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrad

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A causa da morte de estudante que vivia com namorado em Fortaleza
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A causa da morte de estudante que vivia com namorado em Fortaleza

A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informou neste domingo, 20, que a universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta na área de um condomínio em Fortaleza, sofreu lesões “compatíveis com o impac...

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A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informou neste domingo, 20, que a universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta na área de um condomínio em Fortaleza, sofreu lesões “compatíveis com o impacto contra o solo”, indicando queda. A jovem, que cursava o segundo período de direito, vivia no endereço, no bairro de Aldeota, com o namorado, João Munhoz, e familiares dele. A morte foi no domingo passado, 13, e o caso gerou forte comoção após a mãe da estudante, a professora universitária Isorlanda Caracristi, ir às redes sociais apelar por respostas sobre a morte da filha.  

O corpo dela passou por exames laboratoriais que deram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico. A Polícia Civil do Ceará investiga o caso com ajuda de imagens de câmeras de segurança e depoimentos. Quatro pessoas já teriam sido ouvidas. Ainda neste domingo, o Diário do Nordeste divulgou que gravações do sistema do condomínio La Piazza mostram o namorado e a mãe dele saindo do prédio antes da morte de Isabelle. 

Pela sequência noticiada, às 18h32, Munhoz aparece na portaria do prédio e, em seguida, deixa o local com a mãe em um carro. Isabelle teria sido vista às 19h12 sozinha dentro de um elevador e com o celular na mão, subindo para o 23º andar, onde fica um rooftop. Ainda de acordo com o site do jornal, o namorado retorna ao condomínio às 22h48, cerca de duas horas depois de uma possível queda da jovem. 

Isorlanda afirmou na sexta-feira que, até aquela data, não havia sido contatada por Munhoz e nenhum parente dele. Ele teria 33 anos e integra uma família tradicional do mundo jurídico do Ceará. Isabelle estava morando com Munhoz, um irmão e a mãe dele. Na segunda-feira, a professora tentou diversas vezes falar com o namorado da universitária, mas ele a bloqueou no telefone e também nas suas contas no Instagram.

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Nesta amanhã, houve um protesto na porta do condomínio La Piazza pedindo Justiça por Isabelle. A mãe só soube da morte da filha na segunda-feira, após ir ao prédio e receber a notícia pela síndica.

“Mãe, eu te amo”

O vídeo publicado na sexta-feira pela mãe, professora de Geografia da Universidade estadual Vale do Acaraú, já tinha sido visto por mais de 600 mil pessoas até o começo da tarde de hoje. Isorlanda conta que, após passar o final de semana com a filha, recebeu na noite de domingo uma última mensagem dela – que estaria com o namorado e parentes dele -, dizendo: “Mãe, eu te amo”. Em seguida, a jovem não se comunicou mais. “Respondi: eu também te amo, não esquece de tomar o relaxante muscular. Depois disso, nada. Não deu boa noite, achei estranho, e meu coração sempre apertado”. De sábado para domingo, Isabelle foi cuidada pela mãe porque estava com torcicolo. Nesse tempo, Munhoz não parava de enviar mensagens à namorada. “Eram muitas mensagens. Ele era extremamente controlador, fora do normal, obsessivo”.

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Na segunda de manhã, a professora tentou diversos contatos com a filha e com João Munhoz. “Aí eu me desesperei”, conta ela, que foi para o endereço em Aldeota: “Foi a caminhada mais desesperadora”. Ao chegar, notou o comportamnento estranho de funcionários do condmínio e foi encaminhada à sala da síndica. Após ameçar chamar a polícia e de longa espera, veio a notícia dilacerante. “Quando entramos na sala da síndica, eram funcionários pálidos, tremendo feito varas. E eu me destruindo por dentro e pedindo muito a Deus que não fosse nada. Aí ela deu a notícia: ‘Dona Isorlanda, sua filha morreu ontem à noite e já esta no IML’. Minha Nossa Senhora, vocês não sabem o que é isso, não. A dor que eu senti. É como se tivessem rasgando todo o meu corpo”, lembra a mãe, em lágrimas.

Em tom de revolta, ela coloca uma série de questões sobre o comportamento da família do namorado. “Por que me deixaram saber dessa notícia no outro dia, já no começo da tarde, pela síndica? Por que deixaram minha filha quase como indigente no IML?”, questiona. “Não estamos lidando com pessoas, estamos lidando com monstros, canalhas, covardes. Eu preciso de respostas”.

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Mãe angustiada com relacionamento

Isorlanda faz longo relato sobre a história do relacionamento da filha com João Munhoz, cujo nome ela não cita na gravação. Em julho deste ano, Isabelle conseguiu estágio em um escritório grande da capital, e o homem, de 33 anos, que exerceria cargo de chefia no local, logo a chamou para a sua área. Em menos de dez dias, os dois iniciaram um namoro, o que gerou preocupações na mãe. Para ela, a filha, pela idade e por estar muito “apaixonada”, não conseguia ver que se tratava de assédio.

A professora relata que testemunhou uma cena impactante, quando ao acompanhar a filha na ginecologista o namorado tentou entrar no consultório. “Isso acendeu todos os meus alertas como mãe, porque era um comportamento muito louco. Simplesmente, a minha filha começou a cada vez mais frequentar a casa dele. Tive grandes discussões, mas ela tinha 22 anos, era de maior, e eu temia brigar e nos afastar”.

Outro episódio estranho que a mãe conta foi quando a filha revelou um pedido do namorado para usar o seu cartão de crédito, no pagamento de uma cirurgia. Ele também teria dito querer abrir uma empresa no nome da estudante. O assunto também gerou discussões entre mão e filha, que logo após avisou que ia morar com o namorado. “Havia mágoa e desespero dentro de mim. Mas não queria brigar para não estar longe dela”. Até que no final de semana passado, as duas – “éramos um grude” – estiveram juntas. Isabelle deixou a casa da mãe no domingo dizendo que iria a uma missa e procissão com Munhoz e sua família. Elas trocaram mensagens por volta das sete da noite, com a jovem avisando primeiro que tinha deixado um “frango na air fryer”. Depois, ela escreveria o seu último “eu te amo” para a mãe.

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Homem não trabalhava como advogado

Em nota pública, a OAB Ceará, por meio da Comissão da Mulher Advogada, da Comissão Especial de Enfrentamento ao Feminicídio e à Violência de Gênero e da Comissão de Apoio ao Acadêmico de Direito, manifestou profunda solidariedade aos familiares, amigos e à comunidade acadêmica diante do falecimento de Isabelle. O comunicado diz que, devido à gravidade do ocorrido, a Ordem solicita apuração “com celeridade, rigor técnico, diligência e perspectiva de gênero, mediante a adoção de todas as providências investigativas necessárias à reconstrução circunstanciada dos fatos”.

O escritório onde os dois atuavam divulgou, segundo o g1, que João Munhoz exerceu “exclusivamente atividades de natureza administrativa” e que deixou de prestar serviço à empresa. Já Isabelle, de acordo com o escritório, trabalhou no local por “aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto, quando solicitou seu desligamento por razões de ordem pessoal”.

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Fonte base da analise: VEJA. Atualizacao da fonte em 20/09/2026 15:27.

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