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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu uma gafe durante a entrevista que concedeu a jornalistas nesta terça-feira, 26, em Washington, após o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ao falar sobre a viagem, Flávio afirmou que o convite foi feito pelo presidente Lula. Após alguns segundos, o senador se corrigiu e disse que foi à Casa Branca após ser convidado por Trump.
“Mais uma vez, foi um convite oficial do presidente Lula, ele tava ali com dois assessores dele… do presidente Trump, desculpa, o presidente Trump estava com dois assessores dele”, salientou o senador.
Como foi o encontro?
Flávio Bolsonaro se encontrou nesta terça, 26, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. Ele publicou uma foto da reunião nas redes sociais. O senador está no país desde o fim de semana. A campanha dele afirma que o convite para a capital norte-americana partiu do governo Trump, por meio do secretário de Estado, Marco Rubio. O encontro, que não constava na agenda oficial de Trump, teria sido articulado pelo deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que o classificou como “muito bom”.
Flávio Bolsonaro e Donald Trump na Casa BrancaBolsonaroSP/X/Reprodução Continua após a publicidadeA fotografia se dá em um momento em que Flávio busca uma agenda positiva após a revelação da relação dele com o banqueiro Daniel Vorcaro. Áudios mostram que o senador pediu dinheiro ao ex-dono do Banco Master para financiar uma cinebiografia do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A equipe do senador tentou agendar uma entrevista coletiva na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos, mas não recebeu resposta. A campanha reclamou da atitude.
O impacto do escândalo de Flávio nas pesquisas
Continua após a publicidadeO que Flávio pediu a Trump?
No encontro com Donald Trump, Flávio Bolsonaro afirmou ter pedido ao presidente americano para que classifique as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas.
“Enquanto o Lula vai de joelhos para implorar ao presidente americano Trump que não declare organizações criminosas como CV e PCC como terroristas, eu faço o contrário. Eu fiz exatamente esse pedido a ele para que ele declare CV e PCC como organizações terroristas, sim, que é o que eles são. Nós temos aí um em cada quatro brasileiros morando em áreas dominadas por facções criminosas que impõem suas próprias regras”, disse o presidenciável. Flávio Bolsonaro afirmou ainda em coletiva de imprensa que quer fazer acordos com outros países da América Latina, Europa, os Estados Unidos e até Israel para combater as principais facções brasileiras.
O governo americano analisa há mais de um ano se declara ou não organizações criminosas brasileiras como terroristas. No ano passado, a administração Trump classificou como terroristas, por exemplo, cartéis mexicanos e o Tren de Aragua, grupo criminoso originário da Venezuela, que atua no tráfico de drogas para cidades americanas — desde então, embarcações de traficantes que tentam levar entorpecentes para o país da América do Norte foram bombardeadas pelas forças de segurança dos Estados Unidos.
No começo deste mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com Trump, mas não tratariam diretamente sobre PCC e CV. O petista disse que está disposto a criar um grupo de trabalho de combate às organizações criminosas que envolva diversos países do mundo. O chefe do Poder Executivo federal brasileiro também tratou com o governante americano sobre criminosos brasileiros que moram nos Estados Unidos. “Eu disse ao presidente Trump: ‘Se você quiser combater o crime organizado de verdade, você tem que entregar alguns nossos que estão morando em Miami’”, afirmou o petista.
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Fonte base da analise: VEJA. Atualizacao da fonte em 26/05/2026 21:13.