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Por que essa noticia importa
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A Associação Brasileira de Logística (Abralog) acompanha com preocupação a revogação do imposto de importação incidente sobre operações cross border de até US$ 50, medida conhecida como “taxa das blusinhas”. Embora a decisão já esteja em vigor, sua manutenção ainda depende de aprovação do Congresso Nacional.
Para a entidade, a retirada da tributação pode ampliar ainda mais a diferença competitiva entre produtos importados e mercadorias fabricadas e comercializadas no Brasil, com impactos potenciais sobre indústria, varejo, logística e geração de empregos.
Segundo o presidente da Abralog, Pedro Moreira, “a medida pode estimular o desinvestimento e afetar empregos no País, ao ampliar a vantagem competitiva de produtos fabricados no exterior em relação aos produzidos no Brasil”.
A Asslociação ressalta que o crescimento das operações cross border já vem pressionando a cadeia logística nacional, especialmente os segmentos ligados à armazenagem, distribuição, transporte e abastecimento do varejo físico e digital.
Por essa avaliação, a busca por maior competitividade deve considerar equilíbrio tributário, previsibilidade regulatória e preservação da capacidade produtiva instalada no País. A entidade também alerta para possíveis reflexos indiretos sobre pequenos e médios varejistas, além de impactos na indústria nacional e nos empregos ligados à cadeia de suprimentos.
Disparidade entre produto importado e o fabricado no BrasilO IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) distribuiu manifesto condenando a revogação da taxa das blusinhas. Para ele, o Imposto de Importação de 20% nas vendas cross border feitas pelas plataformas eletrônicas estrangeiras, sequer conseguia equilibrar as condições de competitividade necessária aos produtos fabricados e vendidos no país, que pagam de carga tributária cerca de 92%.
A disparidade de taxação entre o produto importado e o fabricado e vendido no Brasil já era enorme, agora é gigantesca. O Brasil vai proteger quem produz lá fora e desproteger quem produz e emprega aqui – afirma o documento.
Segundo o Instituto, o varejo defende isonomia tributária entre produtos importados e nacionais. A entidade avalia que o fim do Imposto de Importação nas operações cross border pode reduzir as vendas do varejo brasileiro, especialmente entre pequenos e médios comerciantes, além de pressionar a indústria nacional, com risco de desemprego, fechamento de fábricas e migração de produção para outros países.
O Instituto argumenta ainda que a adoção da tributação anteriormente estimulou empregos, investimentos e produtividade ao longo da cadeia, sem provocar aumento relevante de preços ao consumidor. Na avaliação da entidade, a retirada do imposto pode comprometer empresas e postos de trabalho no curto e médio prazos.
Fotos: Divulgação
Abralog faz bem para sua logística
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Fonte base da analise: abralog.com.br. Atualizacao da fonte em 13/05/2026 20:22.