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Aos 30 anos, Cia. Tradicional de Comércio leva Bráz a Brasília e avança fora de São Paulo

I9vando | Radar da MobilidadeAos 30 anos, Cia. Tradicional de Comércio leva Bráz a Brasília e avança fora de São PauloA Companhia Tradicional de Comércio completa 30 anos ampliando a presença fora do eixo São Paulo. O gr

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Aos 30 anos, Cia. Tradicional de Comércio leva Bráz a Brasília e avança fora de São Paulo
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Aos 30 anos, Cia. Tradicional de Comércio leva Bráz a Brasília e avança fora de São Paulo

A Companhia Tradicional de Comércio completa 30 anos ampliando a presença fora do eixo São Paulo. O grupo, responsável por algumas das marcas mais conhecidas da gastronomia paulistana, prepara para até o fim deste ano...

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A Companhia Tradicional de Comércio completa 30 anos ampliando a presença fora do eixo São Paulo. O grupo, responsável por algumas das marcas mais conhecidas da gastronomia paulistana, prepara para até o fim deste ano a abertura de uma Bráz Pizzaria em Brasília, que se somará às operações já existentes no Rio de Janeiro e em Campinas.

A nova unidade será uma operação de rua e marcará a estreia da companhia na capital federal. Para João Adas, CEO da Cia. Tradicional de Comércio, Brasília reúne características que justificam o movimento.

“Brasília mostra a força da cidade. É uma cidade grande, tem toda a questão do governo que movimenta a cidade durante a semana e tem bons fundamentos”, afirma.

A chegada à capital federal ocorre em um momento simbólico. A história do grupo começou com o Original, inaugurado em 29 de agosto de 1996, em Moema, na capital paulista. Cinco amigos identificaram naquele momento uma oportunidade para criar um bar inspirado nos estabelecimentos tradicionais, com chope bem tirado, petiscos e hospitalidade como elementos centrais da experiência.

Dois anos depois vieram Pirajá e Bráz. A partir daí, o portfólio foi sendo ampliado com marcas como Astor, Lanchonete da Cidade, Pirajá e outras operações. Diferentemente de grupos que cresceram por aquisições, a Cia. Tradicional desenvolveu internamente suas bandeiras.

“Nunca adquirimos nenhuma marca. Todas as marcas foram criadas pelos cinco fundadores ao longo dos anos”, diz Adas.

Hoje, a companhia soma 52 unidades, todas próprias. Bráz e Pirajá são as duas marcas que vêm puxando mais fortemente as novas aberturas. Em 2025, o grupo abriu quatro unidades e fechou duas, parte delas em um processo de revisão do modelo da Bráz Elettrica. Segundo Adas, 2025 também foi “o melhor ano da companhia”.

No ano passado, mais de 4 milhões de clientes passaram pelos restaurantes do grupo. A companhia não divulga faturamento.

Campinas virou laboratório para sair de São Paulo

A presença fora da capital paulista ainda é pequena em relação ao tamanho total da operação, mas vem ganhando importância na estratégia.

Em Campinas, a companhia possui quatro restaurantes: três unidades do Pirajá e uma da Bráz. Há operações em shopping centers e também em rua. No Rio de Janeiro, a Bráz está presente no Jardim Botânico.

“A gente adora Campinas. É perto, tem uma cultura parecida”, afirma Adas. Segundo o executivo, o desempenho na cidade reforçou a capacidade das marcas de funcionar além de seu mercado original.

Brasília será o próximo teste. A escolha da Bráz para entrar na cidade também não é casual. Entre as bandeiras do grupo, a pizzaria é hoje aquela com presença geográfica mais diversificada.

“Vamos com a Bráz Pizzaria, testando uma cidade nova, além de Rio de Janeiro e Campinas, onde a gente já está”, diz o CEO.

Depois de Brasília, outras regiões estão no radar, mas sem uma corrida por pontos. Adas cita Belo Horizonte e, em uma etapa posterior, mercados do Sul, como Curitiba, Porto Alegre e a região de Itajaí.

Expansão exige cautela

O plano de crescer fora de São Paulo vem acompanhado de uma postura conservadora em relação à velocidade das aberturas.

Restaurantes exigem capital antes mesmo de começarem a gerar receita, desde a obra e instalação de equipamentos até a montagem das equipes. Em um ambiente de juros elevados, o custo de errar aumenta.

“A gente faz com bastante diligência a expansão. Sabemos o quão dolorosa pode ser uma expansão se eventualmente dá errado, especialmente fora da cidade, fora do nosso olhar”, afirma Adas.

O executivo diz que uma nova praça exige presença, conhecimento local e capacidade da estrutura de liderança para acompanhar a operação. Diferentemente de negócios com ativos mais facilmente transferíveis, boa parte do investimento feito em um restaurante fica presa ao ponto escolhido caso a operação não tenha o desempenho esperado.

A cautela também reflete a leitura de Adas sobre o atual momento da alimentação fora do lar. Embora veja fundamentos de longo prazo favoráveis ao setor, como a busca crescente dos consumidores por conveniência e a menor disposição para cozinhar diariamente, ele chama atenção para juros elevados, endividamento das famílias e custo de capital.

“Eu sou um entusiasta do setor, mas a minha palavra é cautela antes de sair fazendo as coisas”, afirma.

De bar de bairro a grupo multimarcas

A estrutura criada ao longo dessas três décadas também ajuda a explicar como a companhia consegue operar diferentes conceitos.

Finanças, gestão, pessoas, suprimentos e tecnologia, entre outras áreas, funcionam em uma estrutura compartilhada. Já aspectos ligados à experiência, gastronomia, branding, comunicação e execução de cada conceito são tratados por equipes mais próximas das marcas.

Essa arquitetura permite compartilhar processos sem fazer com que Original, Pirajá, Bráz, Astor ou Lanchonete da Cidade percam suas identidades.

O desafio dos próximos anos será levar esse modelo para novas cidades preservando justamente essa combinação. Aos 30 anos, a companhia chega à nova fase com 52 restaurantes e duas de suas marcas mais tradicionais puxando o crescimento, mas sem abandonar a lógica de expansão gradual que marcou sua trajetória.

“A gente vem crescendo. A gente sempre vem crescendo”, resume Adas, que afirmou também que a saúde financeira da companhia é um ponto forte. O grupo realiza investimentos com recursos próprios, não alavancando a operação, segundo ele.

Para o executivo, o aniversário também representa a continuidade de uma história que começou com o Original e, três décadas depois, deu origem a um grupo multimarcas de hospitalidade e gastronomia.

Imagem: Divulgação

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Fonte base da analise: mercadoeconsumo.com.br. Atualizacao da fonte em 02/09/2026 03:04.

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