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Continua após a publicidadePorto Alegre acompanha em tempo real a evolução das chuvas previstas para os próximos dias e intensificou o monitoramento das condições hidrológicas e meteorológicas após a enchente histórica de 2024. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o diretor-presidente do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), Vicente Perrone, afirmou que a prefeitura mantém contato diário com a Defesa Civil estadual e trabalha com novos parâmetros para prevenção de desastres.
Questionado sobre o risco de repetição do maior desastre climático da história recente do Rio Grande do Sul, Perrone afirmou que a interlocução entre os órgãos públicos é permanente. Segundo ele, o município recebe entre quatro e cinco boletins técnicos diários com informações sobre hidrologia e meteorologia, utilizados para acompanhar o comportamento dos rios e orientar as ações preventivas.
O diretor do Dmae ressaltou que a enchente de 2024 superou todos os registros históricos conhecidos. De acordo com ele, as medições do Rio Guaíba indicam que o nível alcançado naquele episódio ficou cerca de 80 centímetros acima da cheia de 1941, até então considerada a maior registrada. Perrone lembrou ainda que os registros das cotas do rio remontam ao século XIX e que não há notícia de um evento de maior magnitude.
Continua após a publicidadeSegundo o dirigente, todas as ações de planejamento passaram a considerar os níveis observados durante a enchente de 2024. Ele afirmou que o município executa aproximadamente uma centena de obras voltadas à proteção contra cheias e à drenagem urbana, financiadas por diferentes fontes de recursos.
Entre os financiadores, Perrone citou verbas próprias do Dmae e da Prefeitura de Porto Alegre, recursos do Fundo Integrado de Reconstrução para Eventos Climáticos Extremos, do governo federal, além de investimentos provenientes do Fundo da Reconstrução Gaúcha e de operações com bancos nacionais. Conforme o diretor-presidente, a carteira de investimentos do departamento soma cerca de R$ 3,5 bilhões, com expectativa de que os projetos sejam licitados até meados do próximo ano.
As intervenções incluem a construção de novas casas de bombas, implantação de redes exclusivas de energia elétrica para os sistemas de drenagem, fechamento de comportas e reconstrução de diques. Perrone afirmou que o objetivo é ampliar significativamente a capacidade de resposta da cidade diante de eventos climáticos extremos.
Continua após a publicidadeDe acordo com o diretor-presidente, o Dmae pretende investir os R$ 3,5 bilhões ao longo de seis ou sete anos, elevando o volume anual de investimentos para um patamar muito superior à média histórica do órgão. Ele destacou ainda a criação de uma diretoria específica para drenagem urbana e proteção contra cheias, além da atuação de cerca de uma centena de servidores dedicados às ações de prevenção.
Perrone explicou que Porto Alegre exige acompanhamento permanente das chuvas em diferentes regiões do Estado devido às características da bacia hidrográfica do Guaíba. Segundo ele, precipitações registradas no norte gaúcho podem impactar diretamente o nível dos rios que chegam à capital, razão pela qual o monitoramento ocorre de forma contínua.
Apesar da mobilização, o diretor-presidente afirmou que ainda não é possível prever se um novo evento poderá atingir proporções semelhantes às da enchente de 2024. Segundo ele, os dados disponíveis não indicam, até o momento, um volume de chuvas equivalente ao registrado naquele episódio, mas a prefeitura mantém planos de contingência atualizados e segue executando obras para reduzir os riscos e ampliar a segurança da população.
Continua após a publicidadeVEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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Fonte base da analise: VEJA. Atualizacao da fonte em 29/07/2026 17:00.