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Executivos da Nuvem Envio, BBM Logística e ABRALOG discutem como tecnologia, experiência do consumidor, gestão de pessoas e parcerias estão redefinindo a logística do comércio eletrônico.A logística tornou-se um dos principais fatores de competitividade do comércio eletrônico. Mais do que entregar rapidamente, operadores e embarcadores precisam equilibrar custos, eficiência, tecnologia e experiência do consumidor para sustentar o crescimento do setor. Essa foi a principal mensagem do quarto episódio do BBMCast, podcast da BBM Logística, apresentado por Juliana Blumenthal, gerente-geral de Marketing e Comunicação da empresa, e por Pedro Moreira, presidente da ABRALOG. O episódio recebeu Thammer Manzoni, diretor da Nuvem Envio Brasil, e Ismael Machado, head comercial da BBM Logística, para discutir os desafios e as oportunidades do e-commerce brasileiro.
Ao abrir a conversa, Juliana Blumenthal destacou que a proposta do BBMCast é aproximar diferentes elos da cadeia logística para discutir os temas que estão transformando o setor. Ao longo da mediação, observou que o consumidor passou a exigir entregas cada vez mais rápidas e que essa mudança elevou o grau de complexidade das operações, tornando a logística um fator decisivo para a experiência de compra.
Para Thammer Manzoni, o consumidor mudou definitivamente seu comportamento e isso alterou toda a lógica das operações logísticas. Segundo ele, rapidez, preço e qualidade da entrega passaram a determinar o sucesso das vendas no ambiente digital. “Preço, prazo e qualidade determinam a conversão da venda no e-commerce”, afirmou. Na avaliação do executivo, o consumidor brasileiro é um dos mais receptivos à transformação digital e continuará impulsionando a expansão do setor. “É um caminho sem volta. Vai ganhar quem oferecer as melhores condições de preço e prazo.”
O diretor da Nuvem Envio destacou ainda o papel da inteligência de dados na operação logística. A empresa acompanha o desempenho das transportadoras e direciona cada encomenda para o operador com melhor performance em determinada região. Segundo ele, as análises mostram que, quando o custo do frete supera 20% do valor da mercadoria, a taxa de conversão das vendas cai significativamente. Da mesma forma, consumidores atendidos por operações logísticas de melhor desempenho apresentam índices mais elevados de recompra. “Os clientes que utilizam nosso serviço de logística apresentam 17% mais recorrência de compra”, revelou.
Outro ponto enfatizado por Thammer foi a necessidade de fortalecer a relação entre embarcadores e transportadoras. Para ele, pressionar continuamente o preço do frete compromete a sustentabilidade do setor e reduz a capacidade de investimento dos operadores. “Não adianta trabalhar com as transportadoras numa relação de extorsão. Precisamos construir parcerias de médio e longo prazo. Eu não quero um mercado com 40% do varejo no e-commerce e apenas duas transportadoras”, afirmou. O executivo também defendeu maior valorização dos entregadores e das equipes operacionais, destacando que tecnologia e processos só produzem resultados quando acompanhados de pessoas preparadas para tomar decisões.
Ao longo da conversa, Pedro Moreira ampliou a discussão para o cenário da logística brasileira. O presidente da ABRALOG observou que o comércio eletrônico ainda tem espaço para crescer e deverá exigir novos investimentos em infraestrutura, armazenagem, transporte e tecnologia. Para ele, esse avanço depende da construção de relações mais colaborativas entre todos os elos da cadeia. “Essa relação de parceria entre embarcador e transportadora é fundamental. Sem consistência, o negócio não avança”, afirmou. Moreira também destacou que ferramentas de análise preditiva e inteligência de dados serão cada vez mais importantes para antecipar demandas e melhorar o planejamento das operações.
Sob a ótica operacional, Ismael Machado mostrou como a BBM vem respondendo às novas exigências do e-commerce. Segundo ele, reduzir prazos de entrega depende de planejamento, engenharia logística, capilaridade, tecnologia e revisão permanente das malhas de transporte. “O e-commerce está obrigando a logística a se reinventar”, afirmou. Para o executivo, o maior desafio atual da última milha é garantir mão de obra suficiente para acompanhar o crescimento da demanda. “O produto só tem valor quando chega às mãos do consumidor”, resumiu. Ao abordar a gestão de pessoas, acrescentou que o setor precisa oferecer ambientes colaborativos, oportunidades de desenvolvimento e espaço para inovação. “Com toda a tecnologia disponível, quem continua movendo os negócios são as pessoas”, disse.
Ao longo do episódio, ficou evidente que o futuro do e-commerce dependerá menos do aumento da demanda e mais da capacidade da cadeia logística de responder com eficiência, previsibilidade e colaboração. Na visão dos participantes, tecnologia, inteligência de dados, relações de parceria entre embarcadores e transportadoras e valorização das pessoas serão os principais fatores para sustentar esse novo ciclo de crescimento, consolidando a logística como um elemento estratégico para a competitividade das empresas e para a experiência do consumidor.
Fotos: Divulgação
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Fonte base da analise: abralog.com.br. Atualizacao da fonte em 16/07/2026 12:49.