O portal da I9vando acompanhou uma nova atualizacao relevante em VEJA para manter visitantes e clientes informados sobre o mercado de mobilidade urbana.
Por que essa noticia importa
Esse tipo de conteudo ajuda operadores, empreendedores e gestores a entenderem melhor as mudancas do setor, identificarem oportunidades e acompanharem tendencias que podem impactar a operacao.
Continua após a publicidadeA onda de calor que atinge a Europa deixou de ser apenas uma emergência climática para se tornar um problema econômico. Com temperaturas acima de 40°C em países como Espanha, França e Itália, os prejuízos se espalham por praticamente todos os setores da economia, da indústria aos transportes, passando pelo mercado de energia e pelo mercado de trabalho.
A seguradora alemã Allianz estima que ondas de calor já são um “risco econômico estrutural” para o continente. Segundo a empresa, eventos extremos anteriores reduziram em até 0,5% o Produto Interno Bruto (PIB) anual da Europa e em mais de 1% nas regiões do sul. Como a atual onda de calor ultrapassa os patamares observados em episódios anteriores, o impacto pode ser ainda maior.
Produtividade em queda ameaça crescimento
O principal custo vem da perda de produtividade.
Continua após a publicidadePesquisas reunidas pela Allianz indicam que, quando a temperatura ultrapassa 30°C, a produção por hora de trabalho cai cerca de 3% para cada grau adicional entre 30°C e 35°C. Construção civil, agricultura, logística e indústria estão entre os setores mais afetados, já que grande parte das atividades depende de trabalho ao ar livre ou em ambientes pouco climatizados.
A consultoria Oxford Economics calcula que apenas quatro dias de calor extremo podem reduzir em até dois pontos percentuais o crescimento trimestral da produtividade do trabalho na Europa Ocidental.
Energia mais cara pressiona empresas
O segundo maior impacto aparece na conta de energia.
Com milhões de pessoas recorrendo ao ar-condicionado, ventiladores e sistemas de refrigeração, o consumo elétrico dispara justamente quando parte da geração diminui.
As altas temperaturas reduzem a eficiência de usinas térmicas e solares e obrigaram a França a desligar reatores nucleares porque a água dos rios utilizada para resfriamento ultrapassou os limites ambientais permitidos. O resultado foi uma explosão nos preços da eletricidade.
Continua após a publicidadeNa Alemanha, o preço da energia chegou a saltar de € 86 para € 566 por megawatt-hora em um único dia. No Reino Unido, o custo para importar eletricidade da Europa atingiu níveis recordes.
Segundo a Allianz, o consumo de energia cresce cerca de 1,2% para cada grau acima dos 30°C, elevando os custos operacionais das empresas.
Transporte sofre paralisações
A infraestrutura europeia também mostra sinais de desgaste diante do calor extremo.
Trens tiveram velocidade reduzida ou viagens canceladas porque os trilhos se deformam com as altas temperaturas e cabos elétricos perdem eficiência. Os atrasos atingiram diversos países, afetando trabalhadores, turistas e cadeias logísticas.
Menor arrecadação e menos investimentos
A desaceleração da atividade econômica produz efeitos em cascata.
Continua após a publicidadeCom empresas produzindo menos e enfrentando custos maiores, diminuem os lucros, os investimentos e também a arrecadação de impostos. A Allianz alerta que essa combinação reduz a capacidade dos governos de financiar justamente as adaptações necessárias para enfrentar futuras ondas de calor.
Prejuízo pode chegar a centenas de bilhões de dólares
Em um cenário em que os cinco anos mais quentes registrados entre 2014 e 2024 se repitam continuamente entre 2026 e 2030, a Allianz projeta perdas acumuladas de 5% a 7% do PIB em França, Alemanha, Itália e Espanha.
Em valores absolutos, isso representa cerca de US$ 240 bilhões (R$ 1,32 trilhão) para a França, US$ 147 bilhões (R$ 809 bilhões) para a Itália, US$ 131 bilhões (R$ 721 bilhões) para a Alemanha e US$ 120 bilhões (R$ 660 bilhões) para a Espanha.
Europa é especialmente vulnerável
Especialistas afirmam que o continente está menos preparado para enfrentar temperaturas extremas do que outras economias desenvolvidas.
Apenas 19% dos edifícios europeus possuem ar-condicionado, contra cerca de 90% nos Estados Unidos. Além disso, muitas cidades foram construídas para conservar calor durante o inverno, possuem população envelhecida e infraestrutura pouco adaptada a verões cada vez mais intensos.
Continua após a publicidadePara analistas, o calor extremo deixou de ser um evento excepcional e passou a representar um fator permanente de risco para a competitividade da economia europeia.
PublicidadeComo a I9vando pode ajudar
Saiba como a I9vando acompanha a evolucao da mobilidade urbana e transforma essas tendencias em tecnologia real para operacoes de transporte, entrega e apps white label.
Fonte base da analise: VEJA. Atualizacao da fonte em 26/06/2026 10:29.