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O dólar fechou em forte queda nesta terça-feira, 5, e atingiu o menor valor em mais de dois anos, em um dia marcado por maior busca global por ativos de risco. A bolsa de valores brasileira também encerrou o pregão em alta, enquanto os preços internacionais do petróleo recuaram quase 4%.
O dólar comercial terminou o dia vendido a R$ 4,912, com queda de R$ 0,056, equivalente a 1,12%. A moeda norte-americana caiu ao longo de toda a sessão e, na mínima do dia, por volta das 15h30, chegou a R$ 4,90. Este foi o menor valor da moeda desde 26 de janeiro de 2024. No acumulado de 2026, o dólar registra recuo de 10,51% diante do real.
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O movimento ocorreu em meio ao aumento do apetite global por risco, cenário que favoreceu moedas de países emergentes, como o real brasileiro. Mesmo com a continuidade do conflito no Oriente Médio, o mercado reagiu à manutenção de um cessar-fogo parcial entre Estados Unidos e Irã, o que reduziu a aversão ao risco internacional.
Além do ambiente externo, fatores domésticos também influenciaram o mercado cambial. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) indicou preocupação com possíveis impactos inflacionários causados pelo cenário internacional. O documento reforçou a expectativa de manutenção de juros elevados no Brasil por mais tempo.
No mercado de ações, o índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechou em alta de 0,62%, aos 186.753 pontos. A bolsa brasileira foi impulsionada tanto pelo ambiente externo quanto pela repercussão da política monetária doméstica. O mercado também reagiu à redução da taxa Selic para 14,5% ao ano na última reunião do Copom.
https://youtu.be/TEwowD_tWqI?t=5923Queda do petróleo favorece queda do dólar
Os preços internacionais do petróleo também recuaram nesta terça-feira, pressionados pelos sinais de manutenção do cessar-fogo entre EUA e Irã, apesar de episódios recentes de tensão na região do Golfo.
O barril do petróleo Brent, referência internacional da commodity, caiu 3,99% e fechou cotado a US$ 109,87. Já o barril WTI, referência do mercado norte-americano, recuou 3,9% e encerrou o dia a US$ 102,27.
Mesmo com a queda, os preços permanecem acima de US$ 100 por barril, patamar que reflete as incertezas ainda existentes no Oriente Médio, principalmente em relação ao Estreito de Ormuz.
O estreito é uma rota estratégica para o transporte global de petróleo. Parte significativa da produção mundial passa pela região, o que faz com que tensões militares ou diplomáticas no local tenham impacto direto sobre os preços internacionais da commodity.
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Fonte base da analise: revistaoeste.com. Atualizacao da fonte em 05/05/2026 23:25.