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A comemoração do Dia da Logística promovida pela Abralog reuniu lideranças empresariais, executivos, representantes de entidades e fornecedores de tecnologia. Os depoimentos registrados mostram reflexão sobre o presente e o futuro de uma atividade cada vez mais estratégica para a economia brasileira. Em comum, os depoimentos ressaltaram o papel da logística como elemento essencial para a competitividade das empresas, a integração das cadeias produtivas e o desenvolvimento do País.
Ao longo da noite, os convidados abordaram temas como inteligência artificial, automação, infraestrutura, colaboração entre empresas, qualificação profissional e os desafios regulatórios que impactam o setor. Também foram destacados os avanços alcançados pela logística brasileira, a evolução de eventos como a Intermodal South America e o trabalho diário de milhares de profissionais responsáveis por garantir o funcionamento das operações em todo o território nacional. A seguir, os principais pontos das manifestações realizadas durante a celebração.
RENATA SENA (FIESP)Renata Sena destacou a relevância da logística e dos transportes para a indústria, a economia e a vida das pessoas, observando que o setor tem demonstrado sua importância de forma cada vez mais evidente diante das pautas que mobilizam empresas e entidades ao longo do ano. Segundo ela, gestores, especialistas e executivos convivem diariamente com desafios complexos, que exigem permanente busca por eficiência e soluções capazes de reduzir impactos sobre as operações.
Ao abordar o significado da data, ressaltou que a logística é, acima de tudo, uma atividade de integração, responsável por conectar empresas, bens, serviços e pessoas. Para a executiva, encontros promovidos pela Abralog fortalecem a troca de experiências, estimulam a inovação e contribuem para a formação de talentos capazes de enfrentar os desafios futuros. Renata defendeu a consolidação da logística como um dos pilares do desenvolvimento econômico e social do País.
FERNANDO D’ASCOLA (INTERMODAL SOUTH AMERICA)Fernando D’Ascola apresentou um balanço da última edição da Intermodal South America, destacando os recordes alcançados em ocupação, número de expositores e visitantes. Segundo ele, a feira ocupou integralmente os cinco módulos do Distrito Anhembi, ultrapassou 55 mil metros quadrados de área expositiva, reuniu mais de 700 marcas e recebeu mais de 50 mil visitantes ao longo de três dias. Para o executivo, os resultados reforçam o papel da Intermodal como principal plataforma de negócios, relacionamento e conteúdo para os setores de logística, transporte e comércio exterior.
D’Ascola também chamou atenção para a complexidade logística envolvida na realização do evento, que mobilizou milhares de profissionais e exigiu integração entre organizadores, administradores do pavilhão, órgãos públicos e fornecedores. Ele lembrou os desafios enfrentados na primeira edição realizada integralmente no novo Distrito Anhembi e destacou as ações implementadas para aprimorar a experiência dos participantes. O executivo revelou ainda que os preparativos para a edição de 2027 já estão em andamento, com forte ritmo de comercialização dos espaços e perspectivas de continuidade da expansão da feira.
ADILSON DOS SANTOS MOTA (AUTOTRAC)Representando a Autotrac, Adilson dos Santos Mota relembrou a trajetória da empresa ao longo de mais de três décadas acompanhando a evolução da logística brasileira. Ele recordou que as primeiras tecnologias de rastreamento surgiram ligadas à necessidade de monitoramento e segurança, mas observou que o setor passou por uma transformação significativa, ampliando seu foco para eficiência operacional, produtividade e gestão integrada das operações.
O executivo destacou que a logística brasileira enfrenta atualmente um conjunto expressivo de desafios, incluindo mudanças regulatórias, pressões de custos e um ambiente econômico marcado por incertezas. Nesse contexto, afirmou que a tecnologia se tornou elemento essencial para apoiar decisões e melhorar o desempenho das operações. Adilson também prestou reconhecimento aos profissionais responsáveis por manter a logística em funcionamento em todo o território nacional.
MARCELO LEMOS (FROTA 162)Marcelo Lemos defendeu a logística como um dos principais fatores de competitividade das empresas, afirmando que a atividade deixou de ser apenas uma área de suporte para ocupar posição estratégica nas organizações. Segundo ele, custos, prazos, produtividade e experiência dos clientes dependem diretamente da capacidade de planejamento e execução das operações logísticas.
Ao abordar os desafios do setor, destacou a importância da previsibilidade para a gestão das frotas e das cadeias de suprimentos. Para o executivo, o futuro da logística será construído com base em dados confiáveis, integração de informações, inteligência artificial e automação de processos. Lemos também anunciou uma participação mais ativa da Frota 162 nas iniciativas da Abralog voltadas à inovação e tecnologia, defendendo o uso dessas ferramentas para ampliar eficiência e competitividade.
DANIELLE BERNARDES (CNT)Danielle Bernardes ressaltou a missão da CNT de representar os interesses das empresas de transporte e logística e de levar ao poder público a realidade enfrentada diariamente pelas operações. Segundo ela, um dos maiores desafios das entidades setoriais é traduzir a complexidade do transporte brasileiro para governos e parlamentares, tornando mais claras as demandas e necessidades do segmento.
A executiva destacou que a logística depende da integração entre diversos atores e que cada empresa representa uma peça importante desse ecossistema. Para Danielle, o fortalecimento do diálogo institucional e da cooperação entre os diferentes elos da cadeia é fundamental para enfrentar os desafios do setor. Ela também parabenizou os profissionais presentes pela contribuição prestada ao desenvolvimento da logística nacional.
ANDRÉ PRADO (ABRALOG)André Prado relembrou a evolução do reconhecimento da logística ao longo das últimas décadas, observando que a atividade passou de um tema pouco conhecido fora do setor para ocupar espaço relevante no debate econômico e empresarial. Também destacou o crescimento da presença institucional da Abralog, com participação em fóruns nacionais e internacionais e atuação crescente junto a entidades e organismos ligados à logística.
Ao abordar os desafios atuais, manifestou preocupação com medidas que podem elevar custos e reduzir eficiência nas cadeias logísticas, defendendo a busca de soluções estruturais para o setor. Prado reservou parte importante de sua fala para a inteligência artificial, que considera uma transformação ainda mais profunda do que a provocada pela chegada dos computadores. Segundo ele, a tecnologia permitirá níveis inéditos de conectividade, análise de dados e tomada de decisões em tempo real nas operações logísticas.
MARCELO LOPES (CIMED)Marcelo Lopes definiu a logística como a área responsável por transformar planejamento em execução, garantindo que produtos estejam disponíveis no local e no momento certos. Segundo ele, marcas fortes, estratégias comerciais e campanhas de marketing dependem da capacidade logística para gerar resultados concretos e atender as expectativas do mercado.
O executivo observou que a logística deixou de ser percebida apenas quando surgiam problemas para se tornar uma fonte de vantagem competitiva. Também destacou a importância da colaboração entre empresas, defendendo maior integração entre operadores, embarcadores e fornecedores de tecnologia. Ao encerrar, prestou homenagem aos profissionais que atuam em centros de distribuição, armazéns, operações de transporte e demais atividades que sustentam o funcionamento da cadeia logística.
SIMONE SANTOS (BINSWANGER)Simone Santos destacou a transformação do mercado imobiliário logístico ao longo dos últimos 25 anos. Segundo ela, quando iniciou sua trajetória profissional, os empreendimentos eram concebidos principalmente para atividades industriais, enquanto hoje os galpões são projetados para atender demandas específicas da logística moderna.
A executiva observou que a evolução das operações exigiu adaptações importantes em infraestrutura, energia, automação e modelos de ocupação. Galpões destinados a armazenagem, distribuição e cross docking passaram a demandar características próprias para atender diferentes perfis operacionais. Para Simone, a evolução do mercado imobiliário acompanha diretamente o crescimento da logística, estabelecendo uma relação de interdependência entre os dois segmentos.
BETO ZAMPINI (IMEDIATO NEXWAY)Beto Zampini afirmou que o setor vive um dos períodos mais desafiadores de sua história recente, marcado por discussões envolvendo reforma tributária, frete mínimo, legislação trabalhista, escassez de mão de obra e necessidade permanente de ganhos de eficiência. Segundo ele, as empresas precisam lidar simultaneamente com fatores regulatórios, operacionais e tecnológicos cada vez mais complexos.
O executivo destacou que a busca por integração e sinergias entre organizações encontra obstáculos práticos relacionados a processos, tecnologia e cultura empresarial. Ainda assim, ressaltou a capacidade de adaptação demonstrada pelos profissionais do setor diante das adversidades. Para Zampini, a logística brasileira segue avançando graças ao trabalho conjunto de empresários, executivos e operadores que enfrentam diariamente um ambiente de elevada complexidade.
ELIANA MONTEMOR (GRUPO POLAR)Representando o Comitê de Logística Farmacêutica da Abralog, Eliana Montemor destacou a mudança de percepção sobre a logística dentro das organizações. Segundo ela, a atividade deixou de ser vista apenas como suporte operacional para assumir papel decisivo na qualidade, eficiência, competitividade e satisfação dos clientes.
Ao abordar o segmento farmacêutico, ressaltou que existe uma responsabilidade adicional associada às operações, já que ao final da cadeia sempre há um paciente aguardando um medicamento. Por essa razão, defendeu a importância de assegurar qualidade, segurança e eficácia em todas as etapas do processo logístico. Eliana também parabenizou os profissionais do setor pelo trabalho realizado diariamente.
AUGUSTO GHIRALDELLO (INVENT)Augusto Ghiraldello destacou a transformação vivida pela logística nos últimos anos em razão do avanço da automação e das tecnologias digitais. Segundo ele, atividades que antes ocupavam posição secundária dentro das empresas passaram a exercer papel estratégico, influenciando decisões relacionadas à produtividade, infraestrutura e investimentos operacionais.
O executivo lembrou que acompanhou a evolução da automação em operações logísticas ao longo da última década e observou como os centros de distribuição passaram a demandar estruturas cada vez mais sofisticadas, inclusive em áreas como fornecimento de energia e suporte tecnológico. Ao encerrar, prestou homenagem aos profissionais que movimentam a logística brasileira e também às famílias que compartilham os desafios e responsabilidades da atividade.
Fotos: Divulgação
Abralog faz bem para sua logística
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Fonte base da analise: abralog.com.br. Atualizacao da fonte em 11/06/2026 11:15.