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O Comando Central do Exército dos Estados Unidos informou na noite desta quarta-feira, 10, que lançou uma nova onda de bombardeios contra o Irã, pelo segundo dia seguido.
“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar ataques de autodefesa hoje às 18h15 [horário de Brasília], contra múltiplos alvos no Irã, por ordem do comandante em chefe. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã”, afirmou o Centcom.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia prometido novos ataques ao Irã, afirmando que o país “demorou muito para negociar um acordo que seria ótimo para eles”.
“Tudo que eles precisam fazer é começar a assinar um papel. Já está negociado”, disse o republicano, prometendo em sequência que “nós vamos atacá-los, atacá-los com muita força”.
Trump já havia afirmado antes que o Irã “demorou muito para negociar um acordo” e que, agora, “terá que pagar o preço”.
Continua após a publicidadeAs declarações ocorreram em meio a uma nova escalada das tensões na guerra após a queda de um helicóptero de ataque americano perto do Estreito de Ormuz ser atribuída a Teerã pelo presidente dos EUA, que ordenou uma onda de ataques em retaliação e desencadeou bombardeios iranianos contra instalações militares americanas no Golfo.
+ Presidente do Irã critica limbo de ‘nem guerra, nem paz’ e desafia Trump: ‘Não vamos recuar’
O caso marcou a primeira perda de um Apache desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro. O modelo de helicóptero tem sido vital para a implementação do bloqueio americano ao Estreito de Ormuz, impedindo a entrada e saída de navios do Irã. Também foram usados pelos Emirados Árabes Unidos para abater drones iranianos no conflito.
A queda do AH-64 Apache ocorreu por volta das 3h30 no horário local (20h30 de segunda-feira, 8, em Brasília), ao largo da costa de Omã, enquanto os militares conduziam uma patrulha na região, de acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês). Os tripulantes foram resgatados por um drone marítimo americano cerca de duas horas após o incidente.
Continua após a publicidadeEm meio aos ataques retaliatórios dos EUA, em resposta à queda da aeronave, a Guarda Revolucionária Islâmica informou que lançou mísseis de longo alcance contra quatro locais na base militar americana de al-Azraq, na Jordânia. Entre os alvos supostamente atingidos, estão hangares de caças F-35 e um centro de comando e controle. O comunicado alertou que o Irã está pronto para responder de forma “esmagadora e decisiva” a qualquer “agressão dos EUA”.
Um oficial americano, sob condição de anonimato, afirmou à agência de notícias Reuters que avaliações iniciais indicavam que a maioria dos mísseis e drones iranianos foram interceptados. As Forças Armadas da Jordânia declararam que cinco mísseis disparados contra Al-Azraq foram abatidos, enquanto o Ministério da Defesa do Kuwait disse ter neutralizado “alvos aéreos hostis”. Uma autoridade do Bahrein, que abriga a sede da frota regional da Marinha dos EUA, comunicou que as defesas aéreas do país estavam repelindo ataques iranianos.
Nesta quarta-feira, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, criticou o estado de “nem guerra, nem paz” com os Estados Unidos e apelou por negociações, embora tenha advertido que as forças iranianas não recuarão diante de ameaças. Pezeshkian disse que o ex-líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto no primeiro dia de conflito, já havia advertido que “repetidamente dito que a situação não era nem de guerra nem de paz, e que a questão precisava ser resolvida”. Na época, Khamenei também apontou que a única saída para o impasse era negociar.
Continua após a publicidade“Naquela ocasião, discutimos com ele o que deveríamos fazer se quiséssemos resolver a situação sem chegar à guerra nem à paz. O que deveríamos fazer se não negociássemos? E foi com base nisso que o líder permitiu que as negociações continuassem”, afirmou Pezeshkian, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Mehr.
“Devemos sair desta situação sem guerra nem paz. A guerra definitivamente não é do interesse do país, mas não é o caso de nos rendermos ou recuarmos se quiserem violar nossa dignidade, nosso solo e nossa terra. Eles sonham com isso. Não é algo de que vamos recuar”, concluiu.
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Fonte base da analise: VEJA. Atualizacao da fonte em 10/06/2026 19:02.