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O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou criminalmente um ex-estagiário de pós-graduação em Direito que tentou fechar um acordo ilegal com o dono de uma academia. O rapaz ofereceu os serviços advocatícios do escritório de sua mãe para livrar o empresário de uma acusação de violência doméstica. Em troca da ajuda jurídica, o residente exigiu que o comerciante zerasse as mensalidades de seus treinos de musculação.
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O funcionário trabalhava na Promotoria de Justiça de Pitanga, no interior paranaense, e usava o cargo para acessar arquivos secretos e orientar o agressor. A farsa ruiu porque a ex-mulher do empresário ficou com o telefone celular do agressor com o fim do casamento. A vítima achou as conversas com o servidor no aplicativo de mensagens e entregou o conteúdo para as autoridades no dia 5 de março.
Mensagens revelam quebra de sigilo e deboche
As mensagens interceptadas mostram o estagiário ironizando a situação financeira pessoal antes de fazer a proposta de corrupção. Ele explicou ao dono da academia que o seu carro havia quebrado e sugeriu a troca dos serviços do escritório familiar pelas mensalidades livres de cobrança para ele e uma acompanhante. O golpista garantiu ao acusado que o processo da ex-mulher não tinha sustentação técnica e prometeu a absolvição do réu.
https://www.youtube.com/watch?v=DEWM2elLiYQO funcionário cometeu a infração dentro das dependências do órgão público menos de dois meses depois de iniciar o contrato de residência. Os promotores agiram rápido e demitiram o estudante logo que as mensagens vieram à tona.
Acusações na Justiça e tentativa de apagar provas
A denúncia encaminhada ao Poder Judiciário acusa o antigo funcionário por três crimes diferentes. O rapaz vai responder por corrupção passiva, violação de sigilo funcional e fraude processual, já que o estudante tentou apagar os textos enviados para o telefone do empresário. Se o juiz aplicar a pena máxima de forma somada, o réu pode pegar mais de 15 anos de prisão, além do pagamento de multas.
A identidade do acusado permanece sob segredo de Justiça e o processo criminal ainda aguarda a nomeação de defensores oficiais para o réu. O órgão reforçou que vai endurecer a fiscalização sobre o acesso de estagiários aos sistemas digitais de inquéritos sigilosos.
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Fonte base da analise: revistaoeste.com. Atualizacao da fonte em 29/05/2026 13:44.