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Os Estados Unidos afirmaram neste sábado, 30, que dispõem dos meios necessários para retomar a guerra com o Irã, após assegurarem que um acordo de paz só será possível se suas “linhas vermelhas” forem respeitadas.
A incerteza paira sobre o resultado das conversas entre Teerã e Washington, depois que foram registrados, nesta semana, os confrontos mais graves desde que um cessar-fogo entrou em vigor em 8 de abril.
Fontes em Washington haviam mencionado à agência AFP, na quinta-feira, que as partes chegaram a um acordo-quadro que previa uma prorrogação de 60 dias desta frágil trégua. No entanto, uma reunião de duas horas realizada na sexta-feira na Casa Branca não resultou em nenhum anúncio imediato.
“Irã deve aceitar que nunca terá armas nucleares. O Estreito de Ormuz deve ser aberto imediatamente” e Teerã deve se comprometer a removê-las, enumerou antes deste comitê o presidente Donald Trump em sua rede, Truth Social.
O mandatário também exigiu que as reservas de urânio altamente enriquecido da república islâmica sejam “DESTRUÍDAS”.
Continua após a publicidadeÀ noite, um funcionário da Casa Branca indicou à AFP que “o presidente Trump só fará um acordo que seja bom para os Estados Unidos e respeite suas linhas vermelhas”.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, advertiu neste sábado, em Singapura, que os Estados Unidos são “mais do que capazes” de retomar as hostilidades contra o Irã “se for necessário”.
“Nossas reservas são mais do que adequadas para isso, tanto lá quanto em todo o mundo, devido à forma como equilibramos munições de alta precisão e munições mais abundantes”, afirmou o chefe do Pentágono durante o Diálogo Shangri-La, a principal cúpula de segurança da Ásia.
Continua após a publicidadeO porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, assegurou, por sua vez, em resposta às declarações de Trump, que “as trocas de mensagens continuam, mas ainda não foi alcançado nenhum acordo final”.
Além disso, negou que haja, por ora, qualquer discussão sobre a questão nuclear e defendeu “a situação especial” de Ormuz, uma passagem marítima essencial para o trânsito mundial de hidrocarbonetos, atualmente bloqueada, devido à sua localização geográfica em águas territoriais do Irã e de Omã.
(Com informações da AFP)
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Fonte base da analise: VEJA. Atualizacao da fonte em 30/05/2026 12:40.