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Os Estados Unidos incluíram denúncias de censura contra empresas norte-americanas de tecnologia entre as justificativas para impor tarifas de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, 15, o chefe do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer, afirmou que o Brasil pune companhias do setor "por se recusarem a censurar discursos políticos".
A declaração ocorre meses depois de empresas norte-americanas contestarem decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tanto na Justiça dos EUA quanto publicamente.
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Em fevereiro deste ano, a plataforma Rumble e a Trump Media, controladora da rede social Truth Social, processaram Moraes em um tribunal federal da Flórida. Na ação, afirmam que ordens do ministro violam a Constituição norte-americana ao determinar restrições contra plataformas sediadas nos EUA.
Em 2024, a rede social X divulgou ofícios enviados por Moraes determinando o bloqueio de perfis, a entrega de dados de usuários e a aplicação de multas por descumprimento de ordens judiciais. A plataforma afirmou ter recebido "pedidos de censura" contra usuários do Brasil, dos EUA e da Argentina.
O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Valter Campanato/Agência BrasilUSTR não cita casos específicos de censura
Nem o comunicado nem o documento oficial da investigação mencionam Moraes, o STF, a Rumble, o X ou a Truth Social. O governo de Donald Trump faz referência apenas a "empresas norte-americanas de tecnologia", sem identificar episódios específicos.
Greer afirmou que as práticas adotadas pelo Brasil impediram companhias, trabalhadores e produtores norte-americanos de competir em igualdade de condições no mercado brasileiro. Segundo ele, os dois governos negociaram durante um ano, mas não chegaram a um acordo. O USTR informou, contudo, que continua aberto a novas negociações com o Brasil.
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Fonte base da analise: revistaoeste.com. Atualizacao da fonte em 16/07/2026 01:50.