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A Fifa (Federação Internacional de Futebol) estima arrecadar US$ 8,9 bilhões com a Copa do Mundo de 2026, segundo informações divulgadas pelo painel de dados da Federação.
O valor representa o maior faturamento anual da história da entidade e concentra quase 70% dos US$ 13 bilhões estimados para todo o ciclo financeiro de 2023 a 2026, segundo dados do Financial Times.
A projeção evidencia o peso comercial que a Copa assumiu para a entidade sob a gestão de Gianni Infantino. A edição de 2026, disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá, terá formato inédito, com com 48 seleções e 104 partidas —um aumento significativo em relação aos 64 jogos e 32 equipes das edições anteriores.
A expansão amplia a audiência global do torneio, aumenta o número de ingressos disponíveis e cria mais espaço para contratos de transmissão, patrocínios e pacotes de hospitalidade.
DIREITOS DE TRANSMISSÃO
Segundo o orçamento revisado da Fifa, os direitos de transmissão continuam sendo a principal fonte de arrecadação. A entidade estima receber cerca de US$ 3,9 bilhões com a venda desses direitos para emissoras e plataformas de mídia ao redor do mundo durante a Copa.
Na sequência aparecem as receitas de hospitalidade e venda de ingressos, estimadas em US$ 3 bilhões, e os contratos de marketing e patrocínio, que devem render aproximadamente US$ 1,8 bilhão. A Fifa também projeta receitas menores com licenciamento de marcas, eSports e outras operações comerciais para a Copa.
O crescimento é expressivo quando comparado aos ciclos anteriores. A entidade calcula um aumento de 72% em relação ao período encerrado com a Copa do Qatar, em 2022, e mais que o dobro do faturamento registrado de 2015 a 2018.
EXPANSÃO DO TORNEIO
Com jogos distribuídos em 3 países, a edição de 2026 terá estádios de grande capacidade, o que tende a elevar a arrecadação com ingressos e experiências VIP. A Fifa também passou a explorar de forma mais agressiva o mercado de hospitalidade premium e a revenda oficial de entradas, áreas que ganharam relevância nas projeções de receita.
Ao mesmo tempo, o modelo comercial da entidade tem sido alvo de críticas de grupos de torcedores e dirigentes do futebol europeu, que apontam aumento no preço dos ingressos e sobrecarga no calendário dos jogadores. A expansão para 48 seleções também causou resistência de sindicatos de atletas e ligas nacionais, que dizem que a Fifa prioriza interesses comerciais.
REPASSE ÀS SELEÇÕES
Apesar do faturamento, a realização da Copa do Mundo tem custos elevados. A Fifa estima gastar aproximadamente US$ 3,8 bilhões com a organização do torneio, embora despesas com segurança, transporte e infraestrutura fiquem majoritariamente sob responsabilidade de governos locais e cidades-sede.
Em maio, o Conselho da entidade aprovou um aumento de 15% na premiação destinada às seleções participantes. O total distribuído aos 48 times chegará a US$ 871 milhões, incluindo verbas de preparação e bônus pela classificação. Segundo Infantino, o excedente das receitas será reinvestido no desenvolvimento do futebol por meio das 211 associações filiadas à Fifa.
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Fonte base da analise: poder360.com.br. Atualizacao da fonte em 11/06/2026 06:00.