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Manifest V3 dificulta o funcionamento avançado de adblocks (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog) Resumo- Google removeu da Chrome Web Store todas as extensões baseadas no padrão antigo, incluindo o uBlock Origin clássico.
- O novo padrão Manifest V3 restringe o acesso à rede e encerra processos contínuos em segundo plano, garantindo menor consumo de RAM.
- Navegadores rivais baseados em Chromium perdem a via de download oficial, o que levou o Brave a hospedar extensões em servidores independentes.
O Google removeu definitivamente todas as extensões baseadas no padrão Manifest V2 (MV2) da Chrome Web Store. Como já era esperado desde julho, a medida afeta diversas ferramentas de privacidade e marca o fim do poderoso adblock uBlock Origin clássico no navegador. A empresa agora força a migração para o Manifest V3 (MV3).
Esse é o padrão que substitui o Manifest V2. Embora seja considerado mais seguro e eficiente, o Manifest V3 também é visto como mais limitado em recursos — uma das principais razões para a resistência à sua adoção.
A mudança ocorreu oficialmente ontem (31/08). No entanto, vale explicar: o Manifest funciona basicamente como um conjunto de regras que definem como uma extensão funciona, quais privilégios ela possui e como interage com o seu navegador. O MV2 ditou essas normas por mais de uma década.
Com a varredura na loja oficial, extensões legadas que ainda estiverem instaladas no Chrome 138 (ou em versões anteriores) continuam operando de forma provisória, mas perdem o acesso a correções de segurança e atualizações. Além disso, caso o usuário remova ou desative o complemento, não há como reinstalar por canais oficiais.
Afinal, o que muda para os usuários?
Extensões baseadas no padrão antigo foram removidas da Chrome Web Store (imagem: reprodução)A reestruturação imposta pelo Google altera o comportamento das extensões. No antigo Manifest V2, os bloqueadores contavam com privilégios profundos de sistema. Eles podiam manter processos em segundo plano rodando para interceptar e analisar o tráfego de rede da máquina antes mesmo do carregamento das páginas.
Com a adoção obrigatória do Manifest V3, o cenário muda para focar em economia de recursos e controle restrito:
- Os processos contínuos dão lugar a componentes que só despertam quando são requisitados, reduzindo o consumo de memória RAM.
- A interceptação direta é bloqueada. A extensão passa a entregar uma lista de regras ao navegador, que assume a tarefa de cortar os anúncios, respeitando limites rígidos de filtragem.
- O Google também baniu a execução de códigos hospedados em servidores de terceiros, exigindo a validação prévia de todos os pacotes submetidos à loja para evitar explorações e roubo de dados.
Brave vai contornar a medida
Brave vai hospedar algumas extensões em servidores próprios (imagem: reprodução/Brave)Como a Chrome Web Store atua como repositório para todo o ecossistema Chromium, o apagão também atinge usuários de navegadores concorrentes, como o Microsoft Edge.
Contudo, algumas ferramentas continuarão ativas por rotas alternativas. A equipe do navegador Brave estruturou servidores próprios para hospedar as extensões antigas mais buscadas pelos entusiastas de privacidade. A lista resgatada pelo navegador inclui: AdGuard, uBlock Origin, uMatrix e NoScript.
Google decreta o fim do uBlock Origin clássico no Chrome
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Fonte base da analise: tecnoblog.net. Atualizacao da fonte em 01/09/2026 13:08.