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A ativista sueca Greta Thunberg participou, no último sábado, 11, de um protesto em frente a uma fábrica da Rheinmetall, no distrito de Wedding, em Berlim. Os manifestantes protestaram contra a conversão da unidade para produzir componentes militares, entre eles peças para projéteis de artilharia de 155 milímetros.
Durante o ato, Thunberg exibiu um cartaz com a frase "Yalla Intifada". Imagens divulgadas nas redes sociais repercutiram rapidamente e levaram entidades pró-Israel e organizações de combate ao antissemitismo a condenar a manifestação.
A ativista Greta Thunberg, em seu barco na chegada a Lisboa, a caminho da COP25, em Madrid | Foto: Reprodução/Redes sociaisEntidades criticam slogan
O Movimento de Combate ao Antissemitismo (CAM, na sigla em inglês) afirmou que a expressão remete às intifadas palestinas, períodos que incluíram ataques contra civis israelenses.
Segundo a entidade, a Primeira Intifada, entre 1987 e 1993, provocou a morte de cerca de 200 israelenses. Já a Segunda Intifada, entre 2000 e 2005, reuniu atentados suicidas, tiroteios e outros ataques que deixaram mais de mil israelenses mortos.
Defensores do slogan, por outro lado, sustentam que intifada significa literalmente "revolta" ou "levante" em árabe e utilizam a expressão como um chamado à resistência, sem associá-la necessariamente à violência. Ainda assim, o histórico das duas intifadas mantém o termo no centro de controvérsias.
https://www.youtube.com/watch?v=KthgCey-LocThunberg ampliou sua atuação em defesa da causa palestina desde o início da guerra em Gaza. A ativista participou de manifestações, integrou flotilhas que tentaram chegar à Faixa de Gaza e acabou detida e deportada por Israel antes de alcançar o território.
Em dezembro de 2025, a polícia britânica prendeu Thunberg durante uma manifestação em Londres em apoio a integrantes do Palestine Action. Mais tarde, o Reino Unido proibiu o grupo com base na legislação antiterrorismo.
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Fonte base da analise: revistaoeste.com. Atualizacao da fonte em 16/07/2026 16:58.