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Grupo GPS, com mais 185 mil colaboradores, filia-se à Abralog através da In-Haus Logística

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Grupo GPS, com mais 185 mil colaboradores, filia-se à Abralog através da In-Haus Logística
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Grupo GPS, com mais 185 mil colaboradores, filia-se à Abralog através da In-Haus Logística

A In-Haus Logística, empresa do Grupo GPS — líder no setor de serviços terceirizados no Brasil — passa a integrar o quadro de associados da Abralog. Nesta entrevista, Eduardo Leonel, executivo do grupo à frente da In-...

O portal da I9vando acompanhou uma nova atualizacao relevante em abralog.com.br para manter visitantes e clientes informados sobre o mercado de mobilidade urbana.

Por que essa noticia importa

Esse tipo de conteudo ajuda operadores, empreendedores e gestores a entenderem melhor as mudancas do setor, identificarem oportunidades e acompanharem tendencias que podem impactar a operacao.

A In-Haus Logística, empresa do Grupo GPS — líder no setor de serviços terceirizados no Brasil — passa a integrar o quadro de associados da Abralog.

Nesta entrevista, Eduardo Leonel, executivo do grupo à frente da In-Haus Logística, explica as razões que levaram à associação à Abralog e analisa os desafios e oportunidades da logística no Brasil.

O que é o Grupo GPS, quando ele surgiu, como foi sua fundação e o crescimento?

O Grupo GPS é atualmente o maior grupo de serviços do Brasil, contando com mais de 185 mil colaboradores e presença nacional. Oferece soluções em Logística, Facilities, Segurança, Engenharia de Utilidades, Serviços Industriais, Alimentação, Recursos Humanos, Trade Marketing e Serviços de Infraestrutura. Com uma nota global NPS de 76, atende 4.700 clientes em diversos segmentos como indústria, varejo, bens de consumo, saúde, alimentos, infraestrutura e outros.

A empresa foi fundada em 1962 em Salvador-BA para prestação de serviços de facilities. Em 1998, mudou sua sede para São Paulo e ampliou seu portfólio com a criação da GPS Serviços de Segurança. Em 2008 criou a GPS S.A., integrando In-Haus, Ecopolo e Planem e ampliando a oferta de serviços com Logística, Engenharia de Utilidades e Segurança Eletrônica.

Ao longo das décadas, o grupo expandiu expressivamente sua atuação por meio de crescimento orgânico e pela aquisição de mais de 50 empresas especializadas, consolidando uma plataforma nacional integrada de serviços com forte base tecnológica, solidez financeira e expertise operacional.

Em 2021, o grupo fez seu IPO, abrindo capital na Bolsa de Valores de São Paulo sob o ticker GGPS3, e desde então segue firme na sua rota de crescimento anual de dois dígitos.

Quais marcas são da área de logística?

As empresas de logística adquiridas foram Loghis, Motus e Wrapper. Neste ano, estamos consolidando todas as operações sob a marca In-Haus Logística, fortalecendo posicionamento, escala e integração operacional.

Por que a companhia se filiou à Abralog e o que espera desse relacionamento?

Nossa filiação à Abralog nos aproxima a um fórum muito qualificado de discussão sobre eficiência logística, inovação e competitividade do país, no qual operadores logísticos, indústria e academia podem construir soluções conjuntas para desafios estruturais da logística brasileira.

Para a In-Haus Logística, a associação é uma oportunidade de troca de conhecimento, boas práticas e de contribuição ativa para a evolução do setor.

Como o conglomerado vê a logística do Brasil?

Nós, do Grupo GPS, entendemos que a logística brasileira vive um momento de transformação, sendo um importante vetor de competitividade e crescimento para a economia nacional. O país tem avançado em gestão, tecnologia e profissionalização das operações, mas ainda enfrenta desafios estruturais importantes em termos de infraestrutura, complexidade tributária, dispersão geográfica entre produção e consumo, escassez de profissionais qualificados e custos logísticos elevados pela grande dependência do modal rodoviário na matriz de transportes de produtos industrializados.

Certamente teremos importantes mudanças na malha logística nacional com a reforma tributária e vislumbramos um enorme potencial de avanços por meio da integração de cadeias logísticas através da digitalização, da aplicação de IA, da automação dos processos operacionais.

Nesse contexto, operadores integrados terão papel decisivo no ganho de eficiência das cadeias produtivas brasileiras.

Através de nossas operações em diversos segmentos em todos os estados do Brasil, somadas à capacidade de investimento e dos elevados padrões de governança, podemos oferecer serviços logísticos voltados a resultados operacionais de alta performance e adequados às diversas realidades desafiadoras da indústria nacional.

Como enfrenta as dificuldades?

Nossa abordagem se apoia em três grandes pilares:

  • Pessoas: consideramos o eixo principal para o sucesso de nossos serviços. Acreditamos em capacitação contínua, engajamento e valorização das equipes operacionais.
  • Tecnologia para Excelência Operacional: investimos de forma planejada na aplicação de metodologias estruturadas de melhoria contínua, com indicadores claros de performance e padronização de processos. Apostamos na gestão data-driven, com decisões operacionais cada vez mais baseadas em dados. Isso aumenta produtividade, previsibilidade e confiabilidade de serviços.
  • Parcerias estratégicas com clientes: buscamos nos posicionar como “agentes de negócios” para nossos clientes, ajudando-os a vender mais e melhor. Acreditamos que contratos logísticos sustentáveis se baseiam em alinhamento estratégico, adaptabilidade e agilidade. E que relações de longo prazo, transparência e alinhamento de interesses são fundamentais para construir operações sustentáveis e resilientes
No segmento logístico, como encara a escassez da mão de obra?

Este é um tema cada vez mais crítico para setores de mão de obra intensiva, em especial logística e transportes, que dependem de profissionais especializados – operadores, técnicos, planejadores, motoristas, dentre outros. A falta de pessoas qualificadas tende a se agravar pela conjuntura de pleno emprego, pelo avanço dos debates sobre a escala 6×1, e por aspectos como a “uberização” de serviços e o alto índice de analfabetismo funcional do nosso país – adultos que leem, mas não compreendem textos.

A meu ver, a solução passa por três caminhos principais:

* formação e capacitação contínua,

* melhoria das condições e da atratividade das carreiras logísticas

* uso de tecnologias para aumentar a produtividade e a segurança.

Acredito muito na combinação entre pessoas qualificadas e tecnologia de ponta. A logística continuará sendo intensiva em pessoas, mas cada vez mais apoiada por tecnologia, automação e inteligência operacional.

A reforma tributária está se instalando. Qual é a expectativa de vocês?

A reforma tributária representa uma relevante simplificação e aumento de produtividade da economia como um todo. O Brasil sempre teve um dos sistemas fiscais mais complexo do mundo, com impactos significativos nas cadeias logísticas. Costumo dizer que no Brasil não fazemos supply chain e sim “tax chain management”. A expectativa é que, com o novo modelo fiscal, possamos reduzir distorções, melhorar previsibilidade e simplificar a gestão tributária. Naturalmente haverá um período de transição, mas no longo prazo a reforma tende a aumentar significativamente a eficiência econômica do país.

A logística vai mudar em função dessa reforma?

Em grande medida, sim. Atualmente as decisões das cadeias produtivas e de suprimentos são muito influenciadas pelos benefícios tributários, a chamada guerra fiscal. Com um sistema mais simples, a tendência é haver uma maior racionalidade na localização de fábricas, centros de distribuição, e na organização das cadeias de suprimentos e fluxos de mercadorias. Poderemos então desenhar redes logísticas mais eficientes, orientadas por critérios técnicos, geográficos e de serviço ao cliente final.

Como a empresa encara o e-commerce e sua expansão, que leva junto o Real Estate?

O e-commerce é uma das forças mais transformadoras dos padrões de consumo mundiais dos últimos tempos e, por consequência, traz desafios crescentes em termos de atendimento a estes novos padrões.

Costumo dizer que as novas demandas do B2C trouxeram uma verdadeira “ditadura do last mile”. Elas vêm aumentando a complexidade das operações e exigindo maiores velocidades de entregas. Para atende-las é preciso ampliar a aplicação de tecnologias e a oferta de infraestrutura logística cada vez mais próxima aos centros consumidores para entregas cada vez mais rápidas, algumas prometidas em até 15 minutos!

Isso tem impacto direto no desenvolvimento de condomínios logísticos cada vez maiores, mais centros de distribuição urbanos e novas soluções para a última milha, como dark stores por exemplo.

No fim do dia, esse movimento representa para os operadores logísticos uma grande oportunidade de inovação em modelos operacionais, tecnologia e serviços especializados.

IA para o grupo significa o quê?

Entendemos que a IA representa uma nova era, trazendo transformação radical e evolução não só para logística, mas para todos os nossos serviços e para a economia em geral.

No grupo, a estamos utilizando cada vez mais como ferramentas de apoio à gestão operacional e para execução da estratégia. Temos uma área corporativa dedicada à Inovação e Tecnologia e já aplicamos IA em planejamento de demanda, otimização operacional, automação de processos, gestão preditiva e segurança operacional.

Como o GPS estará no final da década? Fique à vontade para acrescentar questões – e também respondê-las, ou não.

O Grupo GPS construiu uma sólida trajetória desde sua fundação, marcada por crescimento consistente e diversificação de serviços. Nossa visão é continuar evoluindo como um grande provedor de soluções operacionais para nossos clientes, combinando robustez financeira, altos padrões de governança, pessoas qualificadas, processos estruturados e tecnologia de ponta.

Para o segmento de serviços logísticos que conduzo, que a propósito é um setor extremamente fragmentado no Brasil, consolidaremos a liderança da In-Haus Logística como uma referência nacional em operações logísticas complexas e de alto valor agregado, combinando inteligência operacional, tecnologia e capacidade de execução nacional.

Gostaria de concluir reafirmando a nossa convicção de que o principal diferencial em nossos serviços são as pessoas. O sucesso de uma cadeia logística é, acima de tudo, construído por pessoas que sabem como agir em casos de desvios que ocorrem de modo intrínseco. Tecnologia acelera resultados, mas são equipes engajadas que encantam clientes e garantem a excelência operacional no dia a dia.

Fotos: Divulgação
Abralog faz bem para sua logística

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Fonte base da analise: abralog.com.br. Atualizacao da fonte em 13/05/2026 15:35.

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