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Por que essa noticia importa
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Um levantamento do jornalista francês Jean-Marc Manach identificou mais de 15 mil sites em francês que simulam ser veículos de imprensa, mas publicam conteúdo produzido por inteligência artificial (IA). Segundo a apuração, as páginas reescrevem reportagens de outros veículos, fabricam notícias e atribuem os textos a jornalistas que não existem.
Manach falou sobre os resultados do levantamento em entrevista à Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA). A investigação começou em 2024, quando o jornalista passou a receber, pelo Google Alerts, links para supostos portais de notícias que desconhecia. A partir daí, ele decidiu mapear esse tipo de site e a publicar suas descobertas no site em que trabalha, o Next.ink.
Rede de sites explora algoritmos
O levantamento identificou cerca de 15 mil sites em francês, 1,5 mil em inglês, mais de 200 em alemão e 130 em espanhol. Segundo Manach, boa parte dessas páginas pertence a redes administradas por especialistas em otimização para mecanismos de busca. Eles usam ferramentas de IA para publicar milhares de textos diariamente.
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Em muitos casos, os sites apenas reescrevem reportagens publicadas por veículos tradicionais. Em outros, a inteligência artificial cria informações falsas, mistura fatos verdadeiros com dados inventados e assina as publicações com nomes de jornalistas fictícios para transmitir credibilidade.
O objetivo, segundo a investigação, é aparecer entre os primeiros resultados de plataformas como Google Discover e mecanismos de busca, aumentando o número de acessos e a receita com publicidade digital.
Conteúdo ameaça veículos tradicionais
Segundo Manach, uma única operação consegue administrar milhares de páginas com pouca intervenção humana. Os operadores automatizam a produção, a publicação e a distribuição dos textos por meio de ferramentas de IA.
O jornalista afirma que essas redes prejudicam o ecossistema da informação ao competir diretamente com reportagens produzidas por redações profissionais. Em alguns casos, os sites conseguem superar veículos tradicionais nos resultados de busca.
https://youtu.be/KpveW-6XVaAPara ajudar leitores a identificar essas páginas, a equipe do Next.ink desenvolveu uma extensão gratuita para navegadores que alerta quando um domínio faz parte do banco de dados de sites alimentados por IA.
A WAN-IFRA também defendeu maior cooperação entre empresas jornalísticas para compartilhar métodos de verificação e pressionar plataformas digitais a adotar mecanismos mais eficazes contra a proliferação desse tipo de conteúdo.
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Fonte base da analise: revistaoeste.com. Atualizacao da fonte em 18/07/2026 12:21.