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O Itaú desativou todas as contas da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, 38 anos, de parentes e de suas empresas depois de identificar inúmeras “red flags” nas transações. O Poder360 apurou que o banco apontou um “ecossistema de movimentações suspeitas” e, por isso, pediu o encerramento das contas em janeiro de 2024.
Deolane foi presa nesta 5ª feira (21.mai.2026) em sua casa, em Barueri (SP). A detenção faz parte de uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil sobre suposto esquema de lavagem de dinheiro entre a advogada e o Primeiro Comando da Capital.
Uma das movimentações ocorreu em 24 de novembro de 2023, quando a irmã da influenciadora, Dayanne Bezerra Santos, tentou sacar R$ 1 milhão em espécie, segundo relatório da Polícia Civil.
Esse tipo de saque era realizado em outras contas relacionadas a Deolane –dela mesma, de parentes diretos e de empresas. Não há informações da quantidade exata de contas ou do valor movimentado no Itaú.
Houve suspeita de que os atos configurassem lavagem de dinheiro. O banco barrou o saque milionário e determinou o encerramento de todas as contas até janeiro de 2026.
Após decisão unilateral do Itaú, a influenciadora pediu o reativamento do vínculo na Justiça. O processo corre em segredo, mas o Poder360 apurou que o juiz de 1ª instância decidiu em favor da instituição por considerar que o banco agiu com base em “causas concretas”. Cabe recurso.
Em nota, o Itaú declarou não comentar “questões relacionadas a clientes específicos em razão do sigilo bancário”. “O banco esclarece, contudo, que adota rígidos controles de prevenção à lavagem de dinheiro, em conformidade com a regulação vigente”.
O Poder360 procurou a defesa de Deolane Bezerra via WhatsApp e telefone, às 14h30, desta 6ª feira (22.mai.2026), para perguntar se gostariam de se manifestar a respeito do encerramento de contas. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada.
DEOLANE PRESA
A defesa da advogada e influenciadora Deolane Bezerra afirmou nesta 6ª feira (22.mai) que ela tem “absoluta inocência” nas acusações de participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
Presa durante a Operação Vérnix, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público paulista, Deolane teve a detenção classificada como “desproporcional” pelos advogados.
Eis a íntegra da nota:
“Prezados(as),
“A defesa técnica da advogada Dra. Deolane Bezerra Santos vem, com o máximo respeito as instituições do Sistema de Justiça e ao Estado Democrático de Direito, prestar os devidos esclarecimentos sobre os acontecimentos que resultaram em sua prisão preventiva na data de hoje, 21.05.2026:
“inicialmente ressaltamos a sua mais absoluta inocência, bem como, que os fatos serão devidamente esclarecidos por esta, em momento oportuno.
“Por hora e como o devido acatamento, consideramos desproporcionais as medidas firmadas em face de Deolane e esta banca de defesa seguirá cooperando tecnicamente com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades na condição de advogada que é, confiando plenamente no dis-cernimento, na razoabilidade e na imparcialidade do Poder Judiciário.”
INVESTIGAÇÃO
A investigação que resultou na prisão de Deolane Bezerra teve início em 2019, depois da apreensão de bilhetes com detentos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP). Os manuscritos mencionavam uma “mulher da transportadora” que auxiliaria em ações da facção.
A informação levou os investigadores a apurar o uso de uma empresa de logística como fachada para movimentar recursos da cúpula do PCC.
A Justiça determinou medidas assecuratórias contra os investigados, incluindo:
- bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane Bezerra;
- bloqueio financeiro total de R$ 357,5 milhões, somando todos os alvos;
- sequestro de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões.
Os investigadores afirmam que a influenciadora recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados, sempre em valores abaixo de R$ 10.000, de 2018 a 2021.
Além disso, foram identificados cerca de 50 repasses para duas empresas de Deolane que somam R$ 716 mil. A polícia afirma não ter encontrado prestação de serviços advocatícios que justificasse as movimentações.
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Fonte base da analise: poder360.com.br. Atualizacao da fonte em 22/05/2026 15:04.