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A professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, recebeu perdão judicial da juíza Elizabeth Louro, do 2º Tribunal do Júri, nesta 5ª feira (4.jun.2026), pelas acusações relacionadas à morte do menino, em 8 de março de 2021. O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) anunciou que vai recorrer à decisão. Leia a íntegra da denúncia original (PDF – 309 kB).
O padrasto de Henry, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação. A condenação foi obtida pela 2ª Promotoria de Justiça junto ao 2ª Tribunal do Júri da Capital. O julgamento, iniciado em 25 de maio, foi o mais longo da história do TJ-RJ (Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro).
Apesar de também ter sido denunciada por homicídio pelo MP-RJ, Monique foi perdoada judicialmente por decisão do Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri do Rio, que classificou o crime como homicídio culposo (quando não há intenção de matar). Com o perdão judicial, Monique deixou, nesta 5ª feira (4.jun), o presídio feminino Talavera Bruce, no Complexo Penitenciário de Gericinó.
A promotoria argumentou que Jairinho tinha histórico de agressões contra mulheres e crianças, inclusive contra a própria Monique. Já ela teria ignorado vários sinais de alerta sobre o risco que o ex-vereador representava para ela e para Henry.
“As provas, desde o início da investigação, foram muito robustas ao apontar a responsabilidade dos réus. A condenação sempre foi a convicção da acusação, e o plenário do Júri confirmou o acerto da investigação ao condenar o ex-vereador. Quanto à mãe da criança, a sentença será objeto de recurso. Monique foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry. Assim, entendemos que ela também deveria ter sido condenada pelo homicídio doloso”, afirmou o promotor de Justiça do caso, Fábio Vieira.
O CASO HENRY BOREL
Segundo o inquérito, Monique e Jairinho disseram ter encontrado o menino Henry, na época com 4 anos, caído no chão do quarto que dividia com a mãe, com pés e mãos gelados e olhos revirados.
Levado ao Hospital Barra D’Or, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, as médicas que atenderam Henry afirmaram que o menino já chegou morto. O laudo de necropsia apontou lesões compatíveis com espancamento, hemorragia interna e laceração hepática provocada por ação contundente.
Durante depoimento, Monique disse acreditar que Henry tenha acordado, ficado em pé sobre a cama e caído no chão ao se desequilibrar ou tropeçar. Jairinho declarou ter ouvido gritos de Monique e, ao entrar no quarto, notou que o menino estava gelado e parecia respirar mal.
Henry não teria respondido à respiração boca a boca ou aos estímulos feitos no caminho ao hospital. Jairinho, que é médico, disse nunca ter exercido a profissão.
Testemunhas ouvidas pelo delegado Henrique Damasceno, responsável pelo caso, declararam que Jairinho era agressivo e já havia agredido outra criança anteriormente.
Na denúncia do MP-RJ foi relatado que Jairinho agredia Henry com frequência, “impondo-lhe intenso sofrimento físico e mental, enquanto Monique se omitia ao não exercer seu dever de proteção e vigilância”.
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Fonte base da analise: poder360.com.br. Atualizacao da fonte em 04/06/2026 21:19.