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A disputa por recursos para o Orçamento de 2027 ganhou força na Esplanada dos Ministérios com a aproximação do prazo de envio da proposta ao Congresso. Órgãos federais pressionam os ministérios do Planejamento e da Fazenda por verbas adicionais. Os pedidos somam R$ 46 bilhões.
As solicitações partiram de diferentes áreas do governo, como os ministérios de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia, além do Coaf e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IBGE pediu recursos para manter pesquisas sobre mercado de trabalho e inflação, realizar o 12º Censo Agropecuário e reforçar a infraestrutura de tecnologia da informação.
Disputa se concentra nas despesas livres do Orçamento
O governo deve enviar a proposta orçamentária até 31 de agosto. As despesas obrigatórias consomem cerca de 90% do limite de gastos do Executivo, estimado em R$ 2,4 trilhões. Os 10% restantes financiam investimentos e a manutenção da máquina pública, concentrando a disputa entre os órgãos.
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O Ministério do Desenvolvimento Agrário pediu R$ 3,2 bilhões. “A ampliação desses recursos não é apenas um ato administrativo, mas uma reafirmação dos valores e compromissos do governo do presidente Lula com o desenvolvimento agrário e a agricultura familiar", diz a pasta, em nota. O ministério acrescentou que a falta dos recursos poderá afetar “a produção de alimentos, o combate à desigualdade, a erradicação da fome, a inclusão social e a justiça territorial”.
Já o Ministério da Defesa solicitou R$ 12,4 bilhões para projetos das Forças Armadas e para ações ligadas à Copa do Mundo Feminina. O Ministério da Justiça pediu R$ 4,4 bilhões para a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal, que também citaram demandas relacionadas ao evento.
A PF informou falta de recursos para ações contra crimes ambientais, garimpo ilegal, desmatamento e ilícitos em terras indígenas, “bem como às demais ações destinadas à proteção da soberania nacional, da segurança pública e do patrimônio ambiental”. A PRF solicitou verbas para tecnologia, renovação da frota, armamentos, uniformes e operações.
Correios, agências e Presidência também pedem reforço
O Ministério das Comunicações pediu R$ 8,9 bilhões, sendo R$ 6 bilhões para os Correios. Segundo a pasta, sem o aporte, credores poderão antecipar a cobrança de empréstimos.
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A Controladoria-Geral da União solicitou R$ 24,69 milhões para sistemas como o Portal da Transparência e para a futura sede. A Aneel pediu R$ 27 milhões e afirmou que a falta de recursos poderá afetar o atendimento ao consumidor. A ANM declarou que a escassez de verbas “comprometerá severamente atividades essenciais, tais como monitoramento de barragens, pilhas de rejeitos, combate a lavras ilegais, a oferta de novas áreas para fomento e a consequente arrecadação governamental”.
Também apresentaram pedidos o Ministério do Desenvolvimento Regional, o Ministério das Mulheres e a Previdência. Órgãos da Presidência, como GSI, Secom e Abin, somaram R$ 1,2 bilhão em solicitações. A equipe econômica analisará os pleitos antes de definir a distribuição final dos recursos.
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Fonte base da analise: revistaoeste.com. Atualizacao da fonte em 03/08/2026 10:16.