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Por que essa noticia importa
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A campanha nem começou oficialmente, mas nos bastidores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) já há articulações de olho na próxima presidência. Nomes que tentam a eleição a deputado buscam se cacifar para o posto. Entre eles, está André Ceciliano (PT), que comandou a Casa no passado.
Após brigas públicas com Eduardo Paes (PSD), pré-candidato a governador, os dois selaram a paz – vista como fundamental dentro desse movimento, considerando o favoritismo do ex-prefeito da capital nas pesquisas. Ceciliano, ex-secretário de Assuntos Parlamentares do governo Lula, recebeu Paes em seu sítio, em Mendes, para um encontro com mais de 30 prefeitos do interior. E o discurso era de união.
O entorno do petista calcula que ele teria por volta de 25 votos certos na eleição da Casa e bom trânsito para reunir mais apoios. No entanto, a matemática depende de como vai ficar a própxima Legislatura: há projeções de uma renovação maior das cadeiras desta vez, por causa da “limpa” do governador em exercício, Ricardo Couto, na máquina do estado. A expectativa é de que o jogo fiquei mais equilibrado sem parlamentares no controle de secretarias durante o processo eleitoral.
Só que tem mais gente de olho na cadeira hoje ocupada por Douglas Ruas (PL), que enfrentará Paes nas urnas – e, por isso, não estará na Alerj em 2027. O PP, liderado no estado pelo deputado federal Dr. Luizinho, também iniciou conversas para colocar o partido na corrida.
A legenda tem a vaga de vice de Ruas, com Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu, mas segue flertando com Paes. Como a Federação União Progressista (União Brasil-PP) discute tomar o rumo da neutrralidade nacionalmente, há o risco claro de saída da chapa do PL no Rio. Um acordo com Paes poderia incluir o cargo de presidente do Legislativo – e o nome ventilado no PP para disputar a cadeira é o do deputado estadual Gustavo Tutuca, que tentará a reeleição.
Continua após a publicidadeTensão máxima na Alerj
As negociações ocorrem em um momento difícil para a Alerj, sob tensão máxima com as seguidas operações contra deputados. Desde setembro, três foram presos: TH Joias (ex-MDB), Rodrigo Bacellar (União Brasil) – ex-presidente da Casa, e que trabalhava para se candidatar a governador – e Thiago Rangel (Avante). Depois disso, outros nomes ligados ao Legislativo foram envolvidos em investigações. O deputado Val Ceasa (PRD) entrou na mira do Ministério Público por susposta relação com a facção TCP. Pai da deputada Sarah Poncio (Solidariedade), o pastor Márcio Poncio chegou a ser preso pela PF (agora cumpre prisão domiciliar) numa operação sobre a máfia dos cigarros. Na sequência, o ex-deputado Márcio Canella, até pouco tempo prefeito de Belford Roxo, ficou preso por três dias após sofrer buscas da PF dentro de uma apuração sobre lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis.
Também virou alvo, no caso do Ministério Público, o pai do deputado Alexandre Knoploch (PL), Maurício Silva Knoploch dos Santos: ele foi preso numa operação sobre desvios de mais de R$ 80 milhões do Instituto Rio Metrópole. Como se previa, as ações continuaram, e o último a aparecer em suspeitas de corrupção foi o deputado Rafael Nobre (União Brasil), denunciado pelo MP por integrar um esquema de fraudes em licitações na área de merenda escolar e alimentação hospitalar em municípios da Baixada Fluminense.
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Fonte base da analise: VEJA. Atualizacao da fonte em 17/07/2026 15:47.