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Ônibus elétricos x ônibus a biometano: o que a indústria promete para os próximos anos?

I9vando | Radar da MobilidadeÔnibus elétricos x ônibus a biometano: o que a indústria promete para os próximos anos?Lançamentos ainda são predominantemente de elétricos, mas alternativas ganham força. Feira especializada

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Ônibus elétricos x ônibus a biometano: o que a indústria promete para os próximos anos?
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Ônibus elétricos x ônibus a biometano: o que a indústria promete para os próximos anos?

Lançamentos ainda são predominantemente de elétricos, mas alternativas ganham força. Feira especializada no setor, Lat.Bus 2026, será um dos exemplos na busca por diversidade ADAMO BAZANI A descarbonização dos ônibus...

O portal da I9vando acompanhou uma nova atualizacao relevante em diariodotransporte.com.br para manter visitantes e clientes informados sobre o mercado de mobilidade urbana.

Por que essa noticia importa

Esse tipo de conteudo ajuda operadores, empreendedores e gestores a entenderem melhor as mudancas do setor, identificarem oportunidades e acompanharem tendencias que podem impactar a operacao.

Lançamentos ainda são predominantemente de elétricos, mas alternativas ganham força. Feira especializada no setor, Lat.Bus 2026, será um dos exemplos na busca por diversidade

ADAMO BAZANI

A descarbonização dos ônibus brasileiros entra em uma fase na qual a discussão já não é apenas se o transporte coletivo deve reduzir sua dependência do diesel, mas como fazer esta transição de maneira técnica, economicamente sustentável e compatível com a realidade de cada sistema.

Os ônibus elétricos a bateria avançam e acumulam vantagens que não se limitam à redução das emissões locais. Menores gastos com energia e manutenção podem diminuir custos operacionais ao longo da vida útil e, dependendo do modelo econômico adotado, contribuir para tarifas menores, redução de subsídios públicos ou aumento da capacidade de investimento das empresas. Estudo nacional já detalhado pelo Diário do Transporte mostrou justamente esse potencial econômico da eletrificação.

Relembre: Estudo nacional mostra que ônibus elétricos serão peças-chave para redução de custos operacionais, com menores tarifas para passageiros e maior retorno para as empresas

Mas eletrificar uma frota não significa simplesmente retirar um ônibus a diesel e estacionar um elétrico no mesmo lugar.

É preciso levar energia às garagens, instalar carregadores, adequar redes internas e, em determinadas situações, ampliar a capacidade de distribuição das concessionárias. Soma-se a isso o preço inicial dos veículos, ainda superior ao dos equivalentes convencionais.

O próprio ENMU (Estudo Nacional de Mobilidade Urbana), desenvolvido pelo Ministério das Cidades e BNDES para as 21 maiores regiões metropolitanas do País, coloca financiamento, investimentos e estruturação dos sistemas entre os pontos centrais para a expansão do transporte público de média e alta capacidade. O estudo mapeou 187 projetos e trabalha com planejamento de longo prazo para as redes brasileiras.

É neste cenário que outras fontes energéticas também ganham espaço. GNV e, principalmente, biometano aparecem entre as alternativas possíveis para operações nas quais a eletrificação encontra limitações de infraestrutura ou nas quais a disponibilidade regional do combustível torna a solução competitiva.

O Brasil tem produção agropecuária, sucroenergética e de resíduos capaz de alimentar cadeias de produção de biometano. Scania e Iveco Bus estão entre as fabricantes que levam essa possibilidade à Lat.Bus 2026.

Não se trata necessariamente de uma disputa entre tecnologias.

A tendência apresentada pela indústria é de diversificação. Há sistemas nos quais o elétrico a bateria pode apresentar a melhor equação; outros podem encontrar no biometano uma alternativa de implantação mais adequada. Híbridos e outras soluções também podem ocupar espaços específicos.

A própria Marcopolo exemplifica essa diversificação: chega à feira com nova configuração do Attivi 100% elétrico, mas também aposta no Volare Attack 10 híbrido, combinando eletricidade e etanol, além de solução Volare para biometano.

É neste ambiente que ocorre a Lat.Bus 2026, entre 11 e 13 de agosto, no São Paulo Expo.

E o Diário do Transporte vem acompanhando os debates, testes e lançamentos antes mesmo da abertura da feira, conhecendo em primeira mão diversos veículos e tecnologias que estarão expostos.

A Lat.Bus, portanto, deve oferecer uma fotografia de um mercado que busca descarbonizar, mas que começa a deixar mais claro que não existe necessariamente uma única resposta para todas as cidades.

A escolha precisa considerar infraestrutura, disponibilidade energética, custo total de propriedade, capacidade de financiamento, autonomia, demanda, topografia, extensão das linhas e características operacionais de cada sistema.

MARCOPOLO: ELÉTRICO, HÍBRIDO COM ETANOL E BIOMETANO

A Marcopolo é um dos exemplos mais claros de uma indústria que trabalha simultaneamente com diferentes possibilidades de descarbonização.

O criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, conheceu antecipadamente, em 06 de agosto de 2026, na filial da Marcopolo em São Paulo, parte das novidades preparadas para a Lat.Bus.

Entre elas está uma nova configuração do Attivi, ônibus 100% elétrico da fabricante. O modelo passa a contar com uma opção de menor altura, ampliando as possibilidades de aplicação, inclusive em locais com restrições físicas, como determinadas operações aeroportuárias.

Mas a estratégia não fica restrita ao elétrico puro.

A empresa também destaca o Volare Attack 10 híbrido, com eletricidade e etanol, desenvolvido para aplicações que podem envolver operações severas, entre elas fretamento rural e mineração. A linha Volare ainda passa a oferecer transmissão automática de maneira mais ampla.

Outra frente é o biometano, combustível que também entra no conjunto de alternativas apresentado pela marca para redução da dependência do diesel.

A combinação mostra uma característica que deve marcar a feira: uma mesma fabricante pode trabalhar com diferentes matrizes energéticas para atender operações igualmente diferentes.

Relembre: VÍDEO – Marcopolo terá diversas novidades para a Lat.Bus 2026; Diário do Transporte confere

SCANIA: BIOMETANO CHEGA AO PADRÃO SPTRANS

A Scania aposta no biometano como uma das alternativas para o transporte urbano brasileiro.

O criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, conheceu antecipadamente na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) o novo K 280 4×2 preparado em parceria com a Caio para atender ao padrão SPTrans.

O ônibus possui motor traseiro, pode ser configurado com piso baixo e tem autonomia indicada entre 300 km e 350 km. O modelo apresentado possui carroceria Caio Millennium, motor de 280 cv e capacidade para 88 passageiros.

Um dos aspectos que tornam o projeto especialmente relacionado à discussão sobre as diferentes rotas de descarbonização é justamente sua origem.

Representante da Scania relatou ao Diário do Transporte que o desenvolvimento da configuração para São Paulo ocorreu após contatos envolvendo Caio e SPTrans diante de gargalos observados na distribuição de energia elétrica em algumas garagens da capital.

O ônibus está previsto para iniciar demonstrações em setembro de 2026 e ainda deverá passar pelas avaliações necessárias para operação no sistema paulistano.

Além do urbano a gás/biometano, a Scania chega à Lat.Bus com a nova família rodoviária Super.

Relembre: Scania lança ônibus biometano SPTrans e seis modelos de rodoviários em nova linha denominada Super

IVECO BUS: 17-210 G REFORÇA ROTA DO GÁS E DO BIOMETANO

A Iveco Bus também coloca o gás natural e o biometano entre suas alternativas para a transição energética.

O BUS 17-210 G utiliza motor FPT Industrial N60 CNG de Ciclo Otto e pode operar com GNV ou biometano.

A tecnologia não é apenas demonstrativa. O modelo já possui aplicações comerciais na Argentina, enquanto no Brasil vem sendo apresentado para operadores e administrações públicas. Em configuração já mostrada no País, o veículo pode receber carroceria urbana e tem autonomia que pode chegar a aproximadamente 350 quilômetros.

A solução reforça a discussão sobre o aproveitamento de infraestruturas de gás existentes e da disponibilidade de biometano em determinadas regiões.

Relembre: Iveco Bus apresenta chassi BUS 17-210 G movido a gás natural e biometano para a Lat.Bus 2026

VOLKSWAGEN AMPLIA FAMÍLIA ELÉTRICA

A Volkswagen Caminhões e Ônibus chega à Lat.Bus em uma fase de ampliação de sua linha elétrica.

Além do e-Volksbus 22L de piso baixo, que já está em operação comercial, a fabricante apresentará o e-Volksbus 22H, elétrico de piso alto voltado inclusive a sistemas com plataformas elevadas, e o e-Volksbus 18H, desenvolvido para fretamento.

Os novos modelos podem receber 12 packs de baterias, com autonomia informada de 250 quilômetros, ou configuração opcional com oito packs e autonomia de até 200 quilômetros. A fabricante também disponibiliza como opção dois plugues CCS2, solução destinada a reduzir o tempo de recarga.

A apresentação tem ainda um componente histórico. A Volksbus ultrapassa 200 mil unidades produzidas em 33 anos e utiliza a feira para colocar lado a lado a trajetória iniciada com produtos como o 16.180 CO e a atual fase de eletrificação.

O criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, conheceu antecipadamente os novos modelos e mostrou a evolução da linha antes da abertura da feira.

Relembre: Volkswagen na Lat.Bus 2026 – Do 16.180 a uma nova era da eletrificação e novidades em urbanos, fretamento e rodoviários

ELETRA, BYD E MERCEDES-BENZ: DISPUTA TECNOLÓGICA CHEGA AOS ARTICULADOS

Um dos segmentos mais importantes para a expansão da eletromobilidade brasileira é o de ônibus de grande capacidade.

Eletra e BYD já possuem soluções de articulados elétricos, enquanto a Mercedes-Benz prepara a ampliação de sua presença com o eO500UA, chassi articulado elétrico de 18 metros desenvolvido no Brasil.

O crescimento da oferta nesse segmento é particularmente relevante para corredores estruturais e sistemas BRT, nos quais veículos convencionais de 12 ou 13 metros não conseguem atender sozinhos aos volumes de passageiros.

Em junho, o Diário do Transporte mostrou o cenário deste mercado e as diferentes soluções apresentadas pelas fabricantes.

Relembre: Eletra e BYD se destacam entre articulados elétricos, mas Mercedes-Benz 18m vem aí

ELETRA AMPLIA TECNOLOGIAS E PARCERIAS

A Eletra também prepara novidades para a Lat.Bus 2026.

A fabricante de São Bernardo do Campo, que possui experiência em trólebus e ônibus elétricos a bateria, amplia sua atuação não apenas na oferta dos veículos, mas também no desenvolvimento e integração de componentes e tecnologias próprias.

Outro movimento é a ampliação das possibilidades de encarroçamento.

A Caio tem presença importante nos ônibus com tecnologia Eletra, mas a fabricante trabalha também com outras encarroçadoras. Entre as parcerias que ganham espaço está a Mascarello.

Essa abertura é relevante para o mercado porque amplia as possibilidades de configuração dos veículos e permite que operadores combinem soluções de propulsão, carrocerias e características operacionais conforme as necessidades de cada sistema.

MASCARELLO: NOVOS S2, S3 E S4, MAS HORIZON ELÉTRICO TAMBÉM TERÁ ESPAÇO

A principal novidade da Mascarello para a Lat.Bus será a nova geração de micro-ônibus, formada pelos S2, S3 e S4.

Os três modelos representam uma atualização da identidade visual e do portfólio da fabricante paranaense, com alterações de design, ergonomia e soluções operacionais.

Mas a eletromobilidade também terá papel importante no estande.

O Horizon, primeiro ônibus urbano elétrico desenvolvido pela Mascarello, estará entre os apelos da marca. O veículo inaugurou a nova linguagem visual que agora começa a ser transferida para outros produtos da fabricante. O modelo pode ser encarroçado sobre diferentes plataformas elétricas disponíveis no mercado.

O Diário do Transporte esteve no lançamento do Horizon, em fevereiro de 2026, e acompanhou em primeira mão a apresentação do modelo.

Relembre: VÍDEO – Mascarello antecipa nova geração de micro-ônibus que vai apresentar na Lat.Bus 2026

VOLVO AMPLIA PORTFÓLIO PARA URBANOS, ELÉTRICOS E RODOVIÁRIOS

A Volvo também utiliza a Lat.Bus para ampliar sua oferta no mercado brasileiro.

A fabricante chega ao evento com novidades nos segmentos urbano, elétrico e rodoviário, reforçando uma estratégia que combina novas tecnologias de propulsão com produtos destinados a diferentes perfis de operação.

No elétrico, a ampliação do portfólio coloca a marca no movimento de aumento da concorrência entre fabricantes de chassis, aspecto que pode ser decisivo para dar aos operadores maior possibilidade de escolha à medida que crescem as encomendas de ônibus de emissão zero.

Relembre: Volvo amplia portfólio de ônibus e apresenta novidades para os segmentos urbano, elétrico e rodoviário na Lat.Bus 2026

CAIO: 80 ANOS, NOVOS URBANOS E ELETRIFICAÇÃO

A Caio chega à Lat.Bus no ano em que completa 80 anos.

A encarroçadora de Botucatu (SP) apresentará novidades em sua linha de ônibus urbanos, com mudanças de design e soluções destinadas à eficiência operacional e à redução dos custos de manutenção.

A transição energética também terá espaço específico no estande, com carrocerias preparadas para chassis totalmente elétricos.

A importância da Caio neste processo vai além de uma única plataforma de propulsão. Como encarroçadora, a empresa pode participar de veículos associados a diferentes fabricantes e tecnologias. Um exemplo é justamente o ônibus a gás/biometano desenvolvido com a Scania para o padrão SPTrans, ao mesmo tempo em que a companhia possui forte presença em ônibus elétricos.

Relembre: Caio comemora 80 anos apresentando novidades em ônibus urbanos na Lat.Bus 2026

DESCARBONIZAÇÃO NÃO PRECISA TER UM ÚNICO CAMINHO

O conjunto de lançamentos da Lat.Bus 2026 ajuda a mostrar que a transformação da indústria brasileira de ônibus está entrando em uma etapa diferente.

A eletrificação a bateria ganhou escala, novos fabricantes entraram no mercado e aumentou a variedade de modelos. Ao mesmo tempo, os desafios de infraestrutura, financiamento e preço inicial continuam exigindo planejamento.

O biometano avança como outra possibilidade, especialmente diante do potencial brasileiro de produção do combustível. Híbridos, etanol e diferentes combinações tecnológicas também encontram aplicações específicas.

A escolha, portanto, não precisa colocar uma tecnologia contra a outra.

Um sistema com infraestrutura elétrica disponível, linhas compatíveis e condições de financiamento pode encontrar nos ônibus a bateria uma equação operacional e econômica favorável. Em outra cidade ou garagem, disponibilidade de biometano, características das linhas ou limitações da rede elétrica podem levar a uma solução diferente.

Há ainda espaço para sistemas nos quais diferentes tecnologias convivam na mesma frota.

A questão central deixa de ser descobrir qual tecnologia “vence” e passa a ser identificar qual solução — ou combinação de soluções — reduz emissões e custos sem comprometer a disponibilidade da frota e a qualidade do serviço ao passageiro.

O potencial industrial brasileiro permite justamente ampliar esse leque.

E a Lat.Bus 2026 deve mostrar que, na busca pela descarbonização do transporte coletivo, pode haver espaço para diferentes fabricantes e diferentes matrizes energéticas — desde que a escolha seja adequada à realidade técnica, econômica e operacional de cada sistema.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Fonte base da analise: diariodotransporte.com.br. Atualizacao da fonte em 07/08/2026 05:23.

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