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Pedágios da Dutra e Rio-Santos sobem 1,32% em setembro e medida pode ter impacto futuro nas passagens de ônibus

I9vando | Radar da MobilidadePedágios da Dutra e Rio-Santos sobem 1,32% em setembro e medida pode ter impacto futuro nas passagens de ônibusANTT autorizou revisão das tarifas da RioSP. IPCA acumulado no período foi de 4,

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Pedágios da Dutra e Rio-Santos sobem 1,32% em setembro e medida pode ter impacto futuro nas passagens de ônibus
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Pedágios da Dutra e Rio-Santos sobem 1,32% em setembro e medida pode ter impacto futuro nas passagens de ônibus

ANTT autorizou revisão das tarifas da RioSP. IPCA acumulado no período foi de 4,44%; rodovias fazem parte de uma das principais ligações de ônibus do País, atendida por empresas como Itapemirim 1001, Expresso do Sul,...

O portal da I9vando acompanhou uma nova atualizacao relevante em diariodotransporte.com.br para manter visitantes e clientes informados sobre o mercado de mobilidade urbana.

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ANTT autorizou revisão das tarifas da RioSP. IPCA acumulado no período foi de 4,44%; rodovias fazem parte de uma das principais ligações de ônibus do País, atendida por empresas como Itapemirim 1001, Expresso do Sul, Águia Branca e Penha

ADAMO BAZANI

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) autorizou a 4ª Revisão Ordinária do contrato da concessionária RioSP, responsável por trechos das rodovias Presidente Dutra (BR-116) e Rio-Santos (BR-101) entre os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

As novas tarifas de pedágio entram em vigor à 0h de 1º de setembro de 2026.

O reajuste médio será de 1,32%.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado considerado no mesmo período foi de 4,44%.

Para os veículos de passeio, os novos valores por praça são:

P1, P2 e P3 (Arujá e Rodoanel/SP): R$ 4,60

P4 e P5 (Jacareí/SP): R$ 8,20

P6 (Moreira César/SP): R$ 17,10

P7 (Itatiaia/RJ): R$ 14,70

P8, P9 e P10 (Paraty, Mangaratiba e Itaguaí/RJ): R$ 4,90

Além do impacto sobre carros e veículos de cargas, a mudança também atinge os ônibus rodoviários que utilizam as duas rodovias e pode, no futuro, refletir nos preços das passagens dos serviços interestaduais.

Isso não significa, entretanto, que haverá aumento automático de 1,32% nas passagens de ônibus a partir de setembro.

O transporte rodoviário interestadual regular funciona em regime de autorização e liberdade de preços. Assim, as empresas definem comercialmente os valores cobrados, que podem variar inclusive entre viagens e conforme antecedência da compra, demanda e tipo de serviço.

O pedágio, por sua vez, é um dos custos da operação rodoviária.

Por isso, uma elevação da despesa para percorrer a Dutra ou a Rio-Santos pode ser considerada pelas transportadoras na formação dos preços futuros, ao lado de itens como combustível, salários, manutenção, pneus, seguros e aquisição dos ônibus.

Para os ônibus, o valor desembolsado nos pedágios também depende da categoria e da quantidade de eixos do veículo.

Assim, o efeito financeiro para uma empresa de transporte não é igual ao de um automóvel de passeio.

RIO–SÃO PAULO É UMA DAS PRINCIPAIS ROTAS DE ÔNIBUS DO PAÍS

A Rodovia Presidente Dutra é o principal eixo rodoviário entre as duas maiores regiões metropolitanas brasileiras e recebe diariamente serviços regulares de ônibus interestaduais.

Entre as empresas com autorizações relacionadas à ligação direta Rio de Janeiro–São Paulo estão Itapemirim, Auto Viação 1001, Expresso do Sul, Viação Águia Branca e Expresso Nossa Senhora da Penha.

Em maio de 2026, por exemplo, a ANTT emitiu à Auto Viação 1001 um novo termo de autorização específico para a linha Rio de Janeiro–São Paulo.

A Expresso do Sul, empresa do Grupo JCA, também possui autorização para o serviço São Paulo–Rio de Janeiro.

A Águia Branca possui autorizações para a ligação direta entre as duas capitais e, em junho de 2026, reorganizou parte de sua operação, retirando atendimentos intermediários no ABC Paulista e mantendo a seção Rio de Janeiro–São Paulo.

A Expresso Nossa Senhora da Penha também possui autorização da ANTT para a linha Rio de Janeiro–São Paulo.

ITAPEMIRIM MARCOU HISTÓRIA NA ROTA E MALHA ESTÁ EM DISPUTA JUDICIAL

Outra marca tradicional da ligação é a Viação Itapemirim.

A empresa, porém, não deve ser tratada atualmente como uma operadora independente em atividade, já que o Grupo Itapemirim teve a falência decretada e sua malha interestadual passou a ser explorada por meio de arrendamento.

Como acompanha o Diário do Transporte, 125 linhas e 746 mercados anteriormente pertencentes à malha do Grupo Itapemirim vêm sendo objeto de uma disputa judicial envolvendo a Suzantur e a Viação Águia Branca.

Em junho de 2026, a Primeira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que a Águia Branca deve assumir o novo arrendamento no lugar da Suzantur, mas a mudança envolve etapas judiciais, administrativas e operacionais e não ocorreu de maneira automática no momento do julgamento.

Assim, entre as principais empresas e operações relacionadas atualmente ou historicamente ao corredor Rio–São Paulo estão:

  • Auto Viação 1001;
  • Expresso do Sul;
  • Viação Águia Branca;
  • Expresso Nossa Senhora da Penha;
  • a antiga malha da Viação Itapemirim, atualmente envolvida no processo de arrendamento.

POR QUE O PEDÁGIO PODE CHEGAR À PASSAGEM

O reajuste autorizado pela ANTT não é um reajuste das tarifas de ônibus.

São duas coisas diferentes.

A revisão agora aprovada diz respeito ao contrato da concessionária que administra as rodovias.

Mas uma empresa de ônibus que diariamente realiza diversas viagens entre Rio de Janeiro e São Paulo precisa incorporar os pedágios aos custos da prestação do serviço.

Quanto maior o número de ônibus e de viagens, maior a exposição da empresa a essa despesa.

Por isso, mesmo uma mudança percentual relativamente pequena pode se acumular no decorrer de meses de operação.

No regime de liberdade de preços do transporte interestadual, não existe necessariamente uma data em que o novo pedágio será repassado integralmente ao passageiro.

Uma empresa pode absorver o custo, modificar preços apenas em determinadas viagens, alterar políticas comerciais ou considerar esse aumento juntamente com outros componentes de despesas numa revisão futura dos valores cobrados.

Assim, o impacto sobre as passagens é possível, mas não automático.

CONCESSÃO TEM 625,8 QUILÔMETROS

A concessão administrada pela RioSP compreende 625,8 quilômetros.

Na BR-116, estão incluídos os trechos da Rodovia Presidente Dutra entre Seropédica (RJ), a divisa entre Rio de Janeiro e São Paulo e a chegada à Marginal Tietê, na capital paulista.

Na BR-101, a concessão engloba trechos da Rio-Santos entre o Rio de Janeiro e o litoral paulista.

O contrato foi assinado em janeiro de 2022, teve início em março daquele ano e possui prazo de 30 anos. A data contratual para o reajuste anual do pedágio é 1º de setembro.

Para a revisão que entra em vigor em setembro de 2026, portanto, os dois índices centrais são:

Reajuste médio dos pedágios: 1,32%.

IPCA acumulado no período: 4,44%.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Fonte base da analise: diariodotransporte.com.br. Atualizacao da fonte em 21/08/2026 20:02.

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