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Por que essa noticia importa
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A corrida presidencial de 2026 ganhou novos contornos na última semana com a divulgação de duas das principais pesquisas nacionais. Primeiro, a BTG/Nexus mostrou uma disputa mais apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Dias depois, a AtlasIntel/Bloomberg apresentou um cenário mais favorável ao petista, ampliando sua vantagem tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Embora os institutos utilizem metodologias diferentes, ambos chegam a uma mesma conclusão: Lula permanece na liderança da corrida presidencial e Flávio continua sendo o principal nome da oposição, sem que outra candidatura da direita consiga ameaçar a polarização observada desde o início da pré-campanha.
Como ficou o consolidado das pesquisas?
No principal cenário de segundo turno, a AtlasIntel mostra Lula com 48,8% das intenções de voto contra 42,3% de Flávio Bolsonaro, uma vantagem de 6,5 pontos percentuais. Já a BTG/Nexus registra um quadro mais equilibrado: 47% para Lula e 44% para o senador, resultado considerado empate técnico dentro da margem de erro do instituto. Em relação à última sondagem do instituto, de 15 de junho, o senador oscilou 1 ponto percentual para cima, enquanto o petista, dois pontos para baixo.
No primeiro turno, a diferença também varia conforme o levantamento. A AtlasIntel aponta Lula com 46,3% e Flávio com 36,6%. Na BTG/Nexus, o presidente aparece com 42%, enquanto o senador registra 34%. Apesar das diferenças numéricas, ambos os levantamentos mantêm larga distância entre os dois líderes e os demais pré-candidatos.
Lula x Flávio: os eleitores que devem decidir a disputa
Existe espaço para uma terceira via?
Os números continuam indicando que não. Na AtlasIntel, Renan Santos aparece como o terceiro colocado, com 7,8%, enquanto Ronaldo Caiado soma 2,9% e Romeu Zema, 2%. Já na BTG/Nexus, Caiado registra 5%, Renan Santos tem 4% e Zema alcança 3%.
Os resultados mostram que, embora existam pequenas diferenças entre os institutos, nenhum dos demais candidatos conseguiu romper a concentração de votos entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Continua após a publicidadeMichelle Bolsonaro seria uma alternativa para o PL?
A AtlasIntel testou esse cenário. Na hipótese em que Michelle Bolsonaro substitui Flávio como candidata do PL, Lula aparece com 47,1% das intenções de voto, enquanto a ex-primeira-dama registra 19,3%.
Em um eventual segundo turno, Lula venceria Michelle por 48,7% a 38,9%.
Os números sugerem que, segundo este levantamento, Michelle não reproduz o desempenho eleitoral hoje alcançado por Flávio Bolsonaro.
E se Lula não disputar?
A AtlasIntel também simulou um cenário sem o atual presidente. Fernando Haddad aparece com 39,7% contra 36,7% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Em uma eventual segunda etapa, Haddad venceria o senador por 46,4% a 42,8%.
O instituto ainda testou Geraldo Alckmin, que derrotaria Flávio por 47,4% a 41,7%.
Continua após a publicidadeO caso Banco Master ainda pesa sobre Flávio?
As pesquisas sugerem que o impacto inicial pode ter perdido intensidade, mas ainda não há consenso.
A BTG/Nexus mostra uma leve recuperação de Flávio no segundo turno, passando de 43% para 44%, enquanto Lula recuou de 49% para 47%. Já a AtlasIntel, realizada alguns dias depois, continua apontando vantagem confortável do presidente.
A diferença entre os levantamentos indica que os efeitos políticos do caso Banco Master ainda estão sendo absorvidos pelo eleitorado e seguem sujeitos a novas oscilações nas próximas rodadas.
O racha entre Michelle e Flávio apareceu nas pesquisas?
A AtlasIntel foi o primeiro instituto nacional a realizar toda a coleta após a divulgação dos vídeos em que Michelle Bolsonaro criticou publicamente o senador.
O levantamento também incluiu perguntas específicas sobre o episódio, medindo a repercussão da crise interna do bolsonarismo, a identificação do principal herdeiro político de Jair Bolsonaro e os possíveis reflexos do conflito sobre a campanha presidencial.
Continua após a publicidadeA BTG/Nexus, por sua vez, foi realizada praticamente no mesmo período, mas concentrou-se apenas na disputa eleitoral.
Como está a rejeição dos principais candidatos?
A AtlasIntel mostra Flávio Bolsonaro com 53% de rejeição, atrás apenas de Aécio Neves, que registra 54%.
Lula aparece com 48,6%, Jair Bolsonaro com 45,2% e Michelle Bolsonaro com 43,2%.
O dado reforça que a eleição continua marcada por altos índices de rejeição dos principais protagonistas da disputa, um dos fatores que ajudam a explicar a estabilidade observada nas intenções de voto.
O que mostram as pesquisas neste momento?
Tomadas em conjunto, AtlasIntel e BTG/Nexus reforçam três tendências da corrida presidencial.
Continua após a publicidadeA primeira é que Lula permanece na liderança nacional, independentemente da margem apontada por cada instituto.
A segunda é que Flávio Bolsonaro continua sendo o principal representante da oposição, mantendo ampla vantagem sobre os demais nomes da direita.
A terceira é que a disputa segue altamente polarizada. Nem os desgastes recentes enfrentados por Flávio nem as dificuldades do governo Lula foram suficientes, até agora, para abrir espaço consistente para uma terceira candidatura competitiva. As próximas pesquisas mostrarão se episódios como a crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro, os desdobramentos do caso Banco Master e o cenário econômico serão capazes de alterar esse equilíbrio nas próximas semanas.
VEJA+IA: Este conteúdo de pesquisa foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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Fonte base da analise: VEJA. Atualizacao da fonte em 05/07/2026 11:00.