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Porto do Açu planeja avançar na cadeia de descomissionamento de plataformas

I9vando | Radar da MobilidadePorto do Açu planeja avançar na cadeia de descomissionamento de plataformasGabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA O Porto do Açu planeja avançar na cadeia de descomissionamento de plataformas

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Porto do Açu planeja avançar na cadeia de descomissionamento de plataformas
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Porto do Açu planeja avançar na cadeia de descomissionamento de plataformas

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA O Porto do Açu planeja avançar na cadeia de descomissionamento de plataformas de petróleo no Brasil. O objetivo é deixar de apenas acostar e manter essas embarcações e passar a...

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Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

O Porto do Açu planeja avançar na cadeia de descomissionamento de plataformas de petróleo no Brasil. O objetivo é deixar de apenas acostar e manter essas embarcações e passar a atuar, também, na segunda e terceira etapas dessa cadeia, ou seja, fazer a limpeza e descontaminação das unidades e seu desmantelamento propriamente dito.

Para tanto, a empresa discute com a controladora, Prumo Logística, um investimento de US$ 100 milhões (R$ 512 milhões, no câmbio atual) em uma rampa com maquinário de tração e equipamentos para o corte de partes e seções de FPSOs (navios-plataforma), segundo o CEO, Eugênio Figueiredo. A Prumo tem como principais acionistas a gestora de investimentos americana EIG e o fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, o Mubadala.

Ainda não há FID (decisão final de investimento, na sigla em inglês), mas o Porto do Açu já tem consórcio com a norueguesa IKM, especializada em limpeza, descontaminação e neutralização do chamado NORM (Material Radioativo Naturalmente Ocorrente).

A IKM assume essa parte considerada “sensível” do serviço, enquanto o Porto entra com infraestrutura de berços e capacidade operacional. Além dessa parceria, diz Figueiredo, o Porto do Açu tem tratativas com empresas como a Gerdau, interessadas no material final da operação, sucata de aço que serve à operação de seus fornos.

Hoje o Porto do Açu dispõe de cais com capacidade para atender simultaneamente mais de 3 unidades offshore ou embarcações em atividades de pré-descomissionamento, mas há possibilidade de expansão para até oito unidades.

Retrospecto
Hoje o Porto do Açu mantém acostadas a plataforma semissubmersível P-26 e o FPSO P-37, ambos da Petrobras, que contratou o porto para acostagem e limpeza das unidades. Uma próxima unidade que pode chegar ao Porto do Açu é a P-19.

Antes, de 2024 até julho de 2026, o porto manteve acostada a P-33, que foi finalmente levada para o estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, onde foi cortada. A estrutura foi vendida pela Petrobras para a Gerdau em parceria com o Grupo Ecovix. A ideia do Porto do Açu é incorporar esta etapa, mais lucrativa, em novos processos desse tipo.

Demanda da Petrobras
O plano passa por aproveitar a demanda crescente da Petrobras por esse tipo de serviço, mas também se tornar referência para serviços de reciclagem sustentável de embarcações de toda a América Latina.

No último plano de negócios divulgado na Petrobras (2026-2030), a companhia informou que planeja um gasto de US$ 9,7 bilhões com descomissionamento no período, sendo 69% para o abandono de poços e 31% para retirada de equipamentos. Seriam 18 as plataformas a serem removidas, sendo sete fixas, sete flutuantes e outras 4 semissubmersíveis. De 2031 em diante, restariam, ainda, outras 50 plataformas a remover, a maioria (43) fixas.

Mais barato e mais rápido
Segundo Figueiredo, o primeiro atrativo é evitar que grandes petroleiras, as chamadas “majors”, como a Petrobras, tenham de enviar suas plataformas aposentadas para fora do país, incorrendo em custos maiores que os de fazer tudo no Brasil. Comparativamente, no mercado doméstico, uma vez que o Porto do Açu esteja apto a concentrar todas as operações, isso também pode representar menores custos e menor tempo.

O executivo acrescenta que os estaleiros tradicionais estão vocacionados para a construção e reparo de embarcações, e que o descomissionamento seria uma atividade apenas secundária, enquanto o Porto do Açu se prepara para fazer disso uma unidade de negócio de ponta.

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Fonte base da analise: agenciainfra.com. Atualizacao da fonte em 11/09/2026 19:08.

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